Governo Tucano Pará : Greve de professores completa 49 dias
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723 visitas - Fonte: Diário do Pará
A greve completa hoje 49 dias. Na manhã de ontem, os professores reuniram, em assembleia, coordenada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp), pela continuidade do movimento. “Sem luta, esforço e garra não há conquista. Eu estou aqui, pois temos que defender nossos direitos, que não são apenas econômicos, mas também sociais. Se deixarmos de lutar, como vão ficar as salas de aula? E as escolas que precisam de reforma?”, questionou a professora de história Sônia Santos, que trabalha há nove anos na rede pública.
Sobre a primeira noite dos professores acampados, ela diz que “uns passaram a noite em colchonetes, outros dormiram em redes do lado de fora. Artistas vieram, fizeram apresentações, o Sintepp trouxe sopas, mingau, professores trouxeram café e alimentos, tudo em prol de um objetivo. Precisamos de um acordo. Nossa categoria não pode retroceder”, ressaltou. Em 24 de abril, o governo comunicou que ia efetuar o desconto dos dias parados e contratação de professores substitutos. Na mesma data, a assessoria jurídica do Sintepp ingressou com recurso na Justiça.
Na manhã de ontem, a Justiça indeferiu o pedido. “A desembargadora Célia Regina disse que não há requisitos autorizativos para conceder a liminar porque ela entende que o próprio Superior Tribunal de Justiça tem decisões que permitem os descontos de dias parados”, disse o advogado do Sintepp, Walmir Brelaz. “Esta greve também foi movida pelo não pagamento do piso salarial profissional, reconhecido pelo governo. Não é o fato de ele ter pago agora que supriu essa falha, até porque eles (governo) estão devendo mais de R$ 100 milhões para os servidores públicos, em relação ao retroativo de janeiro até agora.”
O Sintepp mantém a proposta de redução gradual da jornada, da seguinte forma: para 2015, o limite deve ser 260 horas; em 2016, passaria para 240 horas, e, em 2017, chegaria às 220 horas. Segundo o comando de greve, cerca de 26 mil trabalhadores permanecem sem trabalhar, com 100 municípios
paralisados.
(Diário do Pará)
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