POR QUE A CHINA É UM PARCEIRO MELHOR QUE OS EUA. POR PAULO NOGUEIRA
Compartilhe
850 visitas - Fonte: DCM
Dilma e o primeiro-ministro Li Keqiang no Palácio do Planalto
Você quer luzes sobre o significado da China como grande parceira, e não as sombras que encontra na cobertura das corporações de mídia?
O mundialmente aclamado livro “Winner Take All” (O Vencedor fica com Tudo), da economista zambiana Dambisa Moyo, é um ótimo caminho.
(A editora Objetiva adquiriu os direitos. Se não lançou ainda, deveria.)
Li o livro em 2012, quando foi lançado, e reli agora por conta dos novos investimentos da China no Brasil.
Numa linguagem simples, jornalística, Dambisa dá ao leitor aquilo de que ele precisa.
Mostra, em primeiro lugar, a lógica da estratégia chinesa. Quando e por que a China se lançou vorazmente à compra de recursos mundo afora, sobretudo nos países mais pobres.
E conta também como os países em que a China mais investiu inicialmente, na África, enxergam, passados anos, o papel chinês.
Pesquisas feitas por respeitados institutos como o americano Pew demonstram que os africanos gostam dos parceiros chineses.
Veem neles um sócio melhor e mais confiável do que os americanos.
Os chineses desenvolvem parcerias que Dambisa qualifica de “simbióticas”. É o tipo de sociedade em que as duas partes precisam muito uma da outra.
Para a China, é vital se abastecer de recursos naturais que tendem a ser perigosamente escassos no futuro.
E para os países que oferecem tais recursos à China falta dinheiro para explorar adequadamente suas riquezas.
Ganha um, ganha o outro, ganham todos.
Adicionalmente, a China investe na infraestrutura dos países dos quais compra recursos minerais, para facilitar o escoamento da mercadoria.
É exatamente isso que se viu, agora, nos acordos fechados com o Brasil.
Dambisa sublinha bem a diferença entre o estilo chinês e o estilo ocidental de colocar dinheiro em nações em desenvolvimento.
Os ocidentais se intrometem e impõem condições muitas vezes terríveis. (Os brasileiros têm memória das exigências do FMI, por exemplo.)
A China, não. Tudo que ela deseja está estampado nos negócios que fecha. A política fica inteiramente de fora: cada sócio que cuide de suas coisas.
Nos países africanos, a China foi adiante como sócia. Para ganhar corações e mentes, perdoou dívidas (o que o Brasil também fez, sob críticas ferozes dos conservadores) e construiu na África escolas, hospitais e coisas do gênero.
Este, enfim, é o jeito chinês de se relacionar com o mundo.
“Os chineses aparentemente aprenderam com os erros ocidentais e dão a seus anfitriões exatamente aquilo que eles querem – dinheiro, estradas, ferrovias – em troca de acesso a recursos naturais”, escreveu Dambisa em seu livro. “Todos os envolvidos triunfam.”
Por tudo isso, é muito bom ver o Brasil fechar negócios bilionários com a China – a despeito das vociferações dos desinformados ou mal-intencionados.
E muito bom não para Dilma ou o PT apenas — mas para o Brasil.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
