PRÓXIMA FASE DA LAVA JATO MIRA CONTRATOS DO PRÉ-SAL
Compartilhe
535 visitas - Fonte: Brasil 247
Após investigar políticos ligados ao esquema de corrupção em contratos de empreiteiras com a Petrobras, a Operação Lava Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro, agora, vai focar nos contratos referentes ao pré-sal; a força-tarefa responsável pela investigação acredita já ter indícios para tentar comprovar que o esquema de desvios nos contratos de construção de refinarias foi também reproduzido no mercado do pré-sal; são obras de plataformas, construção e locação de navios e sondas de perfuração para exploração de petróleo; no foco atual dos procuradores e delegados da Polícia Federal estão contratos da Sete Brasil, empresa criada pela Petrobras em parceria com fundos de pensão públicos e privados e com três bancos, liderados pelo BTG Pactual, com cinco estaleiros para construção de 29 sondas de exploração no fundo do mar; os contratos somam US$ 25,5 bilhões em obras
Após investigar os políticos ligados ao esquema de corrupção em contratos de empreiteiras com a Petrobras, em sua 11ª fase, a Operação Lava Jato, agora, vai investigar os contratos referentes ao pré-sal. A força-tarefa responsável pela investigação da corrupção acredita já ter reunido indícios para tentar comprovar que o esquema de desvios nos contratos de construção de refinarias foi também reproduzido no mercado do présal.
São obras de plataformas, construção e locação de navios e sondas de perfuração para exploração de petróleo, a maior parte deles vigente que envolvem volume de investimentos público e privado superior aos projetos até agora sob escopo da operação, conforme publicação do jornal O Estado de São Paulo.
No foco atual dos procuradores e delegados da Polícia Federal estão contratos da Sete Brasil, empresa criada pela Petrobras em parceria com fundos de pensão públicos e privados e com três bancos com cinco estaleiros para construção de 29 sondas de exploração no fundo do mar. Os contratos somam US$ 25,5 bilhões em obras.
As empresas que compõem os consórcios para construção dos estaleiros são praticamente apenas as mesmas já suspeitas de formar cartel e pagar propinas nos contratos das refinarias.
O estaleiro Atlântico Sul, controlado pela Camargo Corrêa, pela Queiroz Galvão e por investidores japoneses, é responsável pela construção de sete sondas. O estaleiro Brasfels, do grupo estrangeiro Kepell Fels, de Cingapura, é responsável por seis sondas. O estaleiro Jurong, controlado pelo grupo estrangeiro SembCorp Marine, também de Cingapura, é responsável por outras sete sondas. O estaleiro Enseada do Paraguaçu, na Bahia, controlado por Odebrecht, OAS, UTC e o grupo japonês Kawasaki, é responsável por mais seis sondas. Por fim, o estaleiro Rio Grande, controlado pela Engevix, é responsável pela construção de três sondas.
O empresário Milton Pascowitch, preso na semana passada sob suspeita de operar propinas para o PT, fez pagamentos à consultoria do ex-inistro da Casa Civil condenado no 'mensalão', José Dirceu. Pascowitch atuava para o estaleiro Rio Grande, da Engevix. Sua prisão já é resultado do aprofundamento das investigações em relação aos contratos do présal.
As ações penais referentes às obras de construção de refinarias já apresentadas pela forçatarefa da Lava Jato trazem o seguinte roteiro: as empreiteiras se reuniam num cartel para dividir os contratos? pagavam propina que variava de 1% a 3% a operadores por meio de contratos fictícios de consultoria? esses operadores distribuíam o dinheiro entre ex-diretores da Petrobras - três deles já presos, Renato Duque, Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa - e partidos políticos, sobretudo PT, PMDB e PP, conforme O Estado.
De acordo com as investigações, o esquema de desvios se concentrou entre os anos de 2004 e 2012. A Petrobras admite - e já registrou em balanço - prejuízo de R$ 6 bilhões com propinas nas obras de refinarias, entre elas a Abreu e Lima, em Pernambuco, e a Getúlio Vargas,
no Paraná.
Nos contratos do pré-sal, os procuradores e delegados da Polícia Federal esbarraram num modelo bem parecido: a suspeita é de que as empresas que compõem os estaleiros se acertaram em cartel, pagaram propina de 0,9% a 1% do valor dos contratos por meio de operadores que detêm consultorias de fachada e, no fim, o dinheiro foi parar nas mãos de políticos.
Em razão de o setor do pré-sal estar ligado às Diretorias de internacional, Serviços e de Exploração e Produção, as suspeitas recaem novamente sobre PT e PMDB, que apadrinhavam os diretores dessas três áreas.
O esquema de propina nos contratos de construção de sondas teria durado de 2011 a 2014. "Sobre o valor de cada contrato firmado entre a Sete Brasil e os estaleiros, deveria ser distribuído o porcentual de 1%, posteriormente reduzido para 0,9%", revelou o ex-diretor de Operações da Sete Brasil e ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, em sua delação premiada assinada com a Operação Lava Jato.
"Até o fim de 2014 temos elementos para apontar que o esquema de corrupção na Petrobrás e de cartel continuou existindo", afirma o
procurador da República Deltan Dallagnol, um dos coordenadores da força-tarefa.
Ex-diretores
A partir das investigações do pré-sal, aparecem três novos nomes de ex-diretores da Petrobras contra os quais ainda não há acusação formal: Jorge Zelada (ex-diretor de Internacional), Roberto Gonçalves (que foi das áreas de Serviços e também de Internacional) e Guilherme Estrella, ex-diretor de Exploração e Produção.
Os dois primeiros foram apontados como recebedores de propina por Barusco. Contra Zelada, pesa ainda a descoberta de R$ 11 milhões que foram bloqueados em um banco em Mônaco. Quanto a Estrella, houve pagamentos de propina em sua área - Exploração e Produção, mas não há qualquer apontamento de que ele teria recebido dinheiro desviado.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Vexame na Bahia! Vice de Flávio Bolsonaro foge de evento com medo de flopar e inventa desculpa esfarrapada!!
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
