REVISTA VEJA NA LISTA DE ODEBRECHT , PRESO NA LAVA JATO
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2102 visitas - Fonte: portalmetropole
Advogados da empreiteira criticam Lava Jato e explicam algumas siglas encontradas pela PF no celular de Marcelo Odebrecht, preso desde 19 de junho; para PF, no entanto, ‘Vaca’ pode significar menção a Vaccari, ex-tesoureiro do PT
Por Fausto Macedo
A defesa da Odebrecht contestou nesta sexta-feira, 24, o andamento da operação Lava Jato e explicou que algumas das anotações presentes no celular do executivo fazem referência a uma vaca adquirida pelo irmão de Marcelo no valor de R$ 2,2 milhões em um leilão em 2013. Além disso, segundo os defensores, a sigla “LJ” que aparece nas anotações de Marcelo é uma referência ao jornalista Lauro Jardim, da revista Veja.
As explicações foram dadas pela advogada Dora Cavalcanti, que se encontrou com Odebrecht na prisão nessa quinta-feira, 23, para, segundo ela, compreender as anotações no celular do empresário capturado pela Polícia Federal em 19 de junho, sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Muitas mensagens estão cifradas.
Como advogada, Dora Cavalcanti tem direito a uma reunião com o seu cliente preso para tratar do processo. Relatório da Polícia Federal sobre o celular do executivo aponta que as referências a “Vaca” poderiam ser ao ex-tesoureiro do PT, também preso na Lava Jato, João Vaccari Neto. No celular aparecem outras referências à expressão “vaca” e também à inicial V’i associada a valores, que os investigadores suspeitam ser Vaccari. A advogada não comentou estas outras referências.
A defesa tem até a segunda-feira, 27, para explicar alguns termos no aparelho do executivo que chamaram atenção dos investigadores, como a expressão “dissidentes PF” e junto dos termos “trabalhar para parar/anular”. Para os investigadores, os termos denotam a estratégia de Marcelo Odebrecht de prejudicar o andamento da operação.
Os advogados da Odebrecht realizaram nesta tarde de sexta-feira, 24,uma entrevista com jornalistas para esclarecer o posicionamento da defesa da empresa em meio às investigações e à denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra os presidentes da empreiteira e da Andrade Gutierrez, além de mais 20 investigados.
Ao longo da entrevista os defensores criticaram o andamento da operação. “A defesa tem expectativa de parar de ser surpreendida a conta-gotas, objetivando sim a absolvição porque nós trabalhamos nessa perspectiva. Estamos tratando de uma sistemática do processo legal”, afirmou Dora Cavalcanti.
Em relação à nova ordem de prisão preventiva dos executivos pelo juiz Sergio Moro, a advogada disse que o pedido de habeas corpus em favor de Marcelo Odebrecht e de outros cinco integrantes da cúpula da empreiteira será mantido. Ela disse que acredita na libertação dos réus. Afirmou ainda que tem certeza de que as prisões serão revogadas.
COM A PALAVRA, A ODEBRECHT:
“A Odebrecht considera que o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Federal (MPF) do Paraná feito hoje é o marco zero do início do trabalho da defesa. A partir de agora, os advogados poderão conhecer as alegações imputadas aos executivos investigados, assim como será possível analisar o conjunto de documentos apresentado pela acusação, o que viabilizará, finalmente, o devido exercício do direito de defesa.
No entanto, as alegações apresentadas pelo MPF, de forma midiática e escandalosa na tarde de hoje, não justificam, em hipótese alguma, a manutenção da prisão arbitrária e ilegal do diretor presidente do Grupo, Marcelo Odebrecht e de quatro ex-executivos. Muito menos justificam a surpreendente decretação de nova prisão preventiva, com a revogação da anterior, num claro movimento para anular os efeitos dos pedidos de habeas corpus perante o STJ.
Sobre o pedido de cooperação enviado pelos procuradores da Suíça, a Odebrecht buscará todos os esclarecimentos junto às autoridades competentes naquele país para que os fatos sejam devidamente apurados. Note-se que enquanto o Ministério Público da Suíça busca informações para ampliar suas investigações, no Brasil os procuradores atribuem aos mesmos dados o peso da mais absoluta verdade. Mais uma vez verifica-se que enquanto o MPF diz que trabalha com fatos, na verdade, vemos juízos de interpretação, suposições e alegações desconexas e descontextualizadas.
Os advogados lamentam a exposição pública de todo o processo e a falta de critérios na divulgação de documentos vazados a conta gotas, sem nenhum pudor, chegando a expor, desnecessariamente, até mesmo as famílias dos executivos.”
Confira o artigo original no Portal Metrópole: http://www.portalmetropole.com/2015/07/defesa-confirma-envolvimento-da-revista.html#ixzz3h4CEATZZ
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