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8/9/2015 19:13

PAULINHO VAI RESPONDER AÇÃO PENAL POR LAVAGEM DE DINHEIRO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA

Supremo Tribunal Federal decide por recebimento de denúncia contra parlamentar do SD, acusado pelo Ministério Público Federal de desvios de recursos do BNDES

PAULINHO VAI RESPONDER AÇÃO PENAL POR LAVAGEM DE DINHEIRO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA
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1325 visitas - Fonte: Rede Brasil Atual

O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), vai responder ação penal sob acusação de crime contra o Sistema Financeiro Nacional, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu hoje (8) denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) no Inquérito 2725.



O relator do caso na corte, ministro Teori Zavascki, votou pelo recebimento da denúncia e foi seguido pelos colegas Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Da acusação, consta envolvimento em desvios de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).



Segundo Teori Zavascki, conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal indicam ter havido desvio dos recursos. “A denúncia apontou que a suposta associação criminosa seria composta, entre outros, pelo acusado, o Paulinho, que utilizaria sua influência junto ao BNDES para conseguir aprovação do financiamento, cobrando como contrapartida, comissões, que variavam de 2% a 4% do valor financiado.”



Já o subprocurador Paulo Gonet afirmou que “o denunciado (deputado), em troca de favores políticos, recebia uma parte das comissões”. Segundo ele, essa parte “era paga à quadrilha e beneficiários desses empréstimos concedidos pelo BNDES”.



Em seu voto, Zavascki disse que o Ministério Público Federal apresentou descrição clara dos fatos dos quais Paulinho é acusado, incluindo “condutas tidas como ilegais, com referência a tempo, lugar e modo desses fatos”, de acordo com o site do STF. “Os indícios de desvios estão fartamente apresentados nos autos, inclusive em diálogos interceptados", acrescenta a informação divulgada pelo tribunal.



Segundo o relator, a denúncia traria uma descrição lógica e coerente, com a presença da materialidade dos delitos e indícios de autoria, que permitirão o pleno exercício da defesa.



Os advogados do deputado alegam que não existe prova nos autos da efetiva prestação de serviços, e negam que haveria apresentação de notas fiscais falsas. A defesa de Paulinho diz também que dois acusados de participar da suposta quadrilha, e que respondem a processo perante a 2ª Vara Federal de São Paulo, afirmaram em juízo que mentiam ao dizer que repassavam dinheiro para o parlamentar, segundo o site do tribunal.



Logo que foi anunciada a abertura da ação, o deputado deixou de atender telefonemas e os repórteres foram orientados a falar diretamente com o advogado Marcelo Leal. De acordo com Leal, os e-mails que constam das investigações provam que os serviços da empresa de consultoria Probus, acusada de falsificar as notas, foram efetivamente prestados. Ele afirmou ainda que o deputado foi vítima de "tráfico de influência" por membros da suposta quadrilha, que usaram o seu nome para justificar o valor dos serviços de consultoria cobrados pela empresa.



E alegou que as provas do inquérito foram colhidas de forma ilícita, já que as interceptações telefônicas visavam, originalmente, a investigar outras pessoas envolvidas com tráfico internacional de mulheres para prostituição.



Com Agência Brasil e Agência de notícias do STF



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