Terceira Guerra a caminho: Turquia invade Síria para depor presidente. Rússia não vai deixar barato
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1959 visitas - Fonte: Brasil247
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta terça-feira (29) que o Exército de seu país entrou na Síria para acabar com o governo do presidente Bashar Assad, a quem acusou de terrorismo de Estado.
"Entramos [na Síria] para acabar com o regime do tirano Assad que aterroriza com terror de Estado. [Não entramos] por qualquer outra razão", disse o presidente turco em um simpósio interparlamentar em Istambul, citado pelo jornal Hurriyet. Erdogan disse ainda que Ancara não tem reivindicações territoriais na Síria, mas quer entregar o poder à população síria para restaurar "a justiça".
"Por que entramos? Não estamos de olho em solo sírio. A questão é fornecer terras a seus verdadeiros proprietários. Ou seja, estamos lá para o estabelecimento da justiça", disse ele.
Ele continuou afirmando que de acordo com as suas "estimativas", quase um milhão de pessoas morreram na Síria, e que isso o fez se perguntar "onde estava a ONU" e "o que ela estava fazendo". Em dado momento, disse Erdogan, a Turquia perdeu a paciência e "teve que entrar" no país árabe para lutar "junto com o Exército Livre da Síria".
Nenhum grupo de monitoramento fornece números de vítimas semelhantes aos declarados por Erdogan. Os últimos dados da ONU calculam que, em cinco anos, o conflito sírio matou cerca de 400 mil pessoas. As tropas turcas entraram na Síria em 24 de agosto, lançando a chamada operação Escudo do Eufrates com tropas terrestres e força aéreo no norte do país vizinho, com o objetivo declarado de ajudar a retomar as regiões controladas pelo Daesh (autodenominado Estado Islâmico).
No entanto, grande parte dos analistas considera que Ancara pretende sobretudo suprimir as forças curdas no norte Síria, a fim de evitar a conexão de três regiões curdas, que de facto são autônomas, em um único enclave ao sul da fronteira turca.
Em outubro, as forças aéreas da Turquia mataram entre 160 e 200 combatentes da milícia curda YPG em 26 ataques aéreos realizados em apenas uma noite. A campanha militar turca na Síria também levou a relações cada vez mais tensas entre Ancara e o governo de Assad. A Turquia foi forçada a suspender o apoio aéreo à sua incursão militar no final do mesmo mês, depois que Damasco prometeu derrubar os aviões da Força Aérea turca que estivessem sobrevoando seu espaço aéreo.
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