Operação da Polícia Federal chega em Silvio Santos, o que a Sheranazi vai falar?
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132221 visitas - Fonte: Jornal GGN
A Operação Conclave, deflagrada nesta quarta-feira (19) pela Polícia Federal, investiga a venda de ações do banco Panamericano, que era da família do apresentador Silvio Santos, para a Caixa Econômica Federal, no ano de 2009. O irmão do apresentador, o empresário Henrique Abravanel, é um dos alvos.
A investigação apura se houve fraude na aquisição das ações do banco, após o caso de rombo nas contas da instituição, ocasionando um aporte, ainda em novembro de 2009, pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e levando os bens do grupo Silvio Santos como Garantia.
Á época, descobriu-se que o Panamericano matinha em seu balanço carteiras de créditos já vendidas a outras instituições, além de duplicar registros de venda de carteiras, inflando o resultado do banco. Em dezembro de 2009, a Caixa obteve 49% do capital votante e 35% do capital total por R$ 739,2 milhões.
Dois anos depois, a venda do restante das ações foi anunciada ao BTG Pactual, por R$ 450 milhões, que obteve 34,64% do Panamericano e o controle do banco com 51% das ações ordinárias. Ainda assim, a Caixa manteve a participação de 36,56% do capital social total da instituição.
Agora, a PF investiga justamente a atuação de agentes públicos na assinatura de pareceres que sustentaram a compra e venda de ações, tanto pela Caixa, quanto pelo BTG Pactual. Ainda estão na mira o núcleo de consultoria e o de empresários, que teriam conhecimento das situações das empresas e foram responsáveis por "dar aparência de legitimidade aos negócios", segundo os investigadores.
Se no ano passado, em outubro, o Ministério Público Federal (MPF) concluiu que oito ex-diretores e o chefe de contabilidade do banco cometeram crimes financeiros e lavagem de dinheiro, entre 2007 e 2010, pedindo as suas condenações, agora, o próprio irmão de Silvio Santos é investigado.
Henrique Abravanel integrou o Conselho de Administração do banco, quando a instituição estava nas mãos da família e foram acertadas as vendas das ações. A Polícia Federal apura se houve a prática de crimes de gestão temerária e fraudulenta nos negócios, que podem gerar penas de até 12 anos de reclusão. Ainda, os investigadores analisam se o negócio acarretou prejuízo ao banco, a seus correntistas e clientes.
No fim de 2011, quando as últimas ações foram vendidas ao BTG Pactual, que era controlado por André Esteves, Silvio Santos anunciava que vendia o banco e que tudo estava dentro da legalidade: "Não podia deixar de vender o banco, porque o meu banco não deu prejuízo pra ninguém. O meu banco teve um bom comportamento. Talvez tivesse sido mal administrado, e essa má administração provocou aquilo que todos vocês conhecem. Não ganhei nada, não perdi nada", afirmava, à época.
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