Para economizar apenas R$ 350 mil, Doria fecha centro de saúde que atende 110 mil pessoas em São Paulo
Custo do atendimento, na maioria a idosos, é baixíssimo e 47 funcionários serão demitidos
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9123 visitas - Fonte: Jovem Pan
A prefeitura vai fechar o Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza, que atende 110 mil pessoas na cidade de São Paulo. O secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara, informou em reunião realizada nesta quinta-feira (21) que vai romper o convênio que deveria ser por cinco anos. O centro é referência no tratamento de hanseníase, doenças sexualmente transmissíveis, tuberculose e câncer de pele em São Paulo.
Um em cada quatro pacientes atendidos é idoso, que não terá onde ser atendido na rede pública de saúde da cidade de São Paulo. O centro de saúde, que é referência em tratamento e também treina estudantes de 25 faculdades de medicina e enfermagem do Estado, custa por mês R$350 mil reais. Mas a Prefeitura decidiu romper o convênio imediatamente, o que significa demissão de 47 profissionais, segundo o diretor técnico do Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza, Paulo Gallo, em entrevista exclusiva à Jovem Pan.
“Esses profissionais estão em vários setores dos Centros de Saúde. Eles respondem pela área de saúde da mulher, pela saúde da criança e pelo próprio escritório de vacinação, pelo atendimento a pessoa idosa com dificuldade. Abre a farmácia do Centro de Saúde, abre também a toda área ligada a saúde da mulher, de ginecologia e obstetrícia. O Centro de Saúde é responsável por uma área de 110 mil moradores que estão implicados na não renovação do convênio”, contou Gallo.
“A nossa área tem a maior concentração proporcional de idosos no município. Temos índices acima de 26% da população acima de 60 anos de idade, é a maior área. Desses, algo em torno de 25 mil idosos são idosos com algum grau de dificuldade maior e não têm aonde ir. Somos campo de estágio para muitas residências da própria prefeitura, como pediatria, como práticas integrativas e na área de saúde mental que é usada há muitos anos como aperfeiçoamento no campo da psicologia e da saúde mental como um todo”, completou.
O número de casos de hanseníase vem aumentando com a chegada de imigrantes, de acordo com o diretor. O centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza é o único na rede pública a tratar hanseaníase, também chamada lepra.
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