Governo anuncia mudança na contagem que tornará conta de luz muito mais cara
Compartilhe
4982 visitas - Fonte: -
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) avalia mudar a metologia de cálculo da bandeira tarifária, sistema que implica em custos extras na conta de luz do consumidor quando termelétricas, mais caras, precisam ser acionadas para garantir a geração de energia.
“Colocamos [a bandeira tarifária] em revisão com urgência urgentíssima”, afirmou Tiago Correia, diretor da agência e relator do processo sobre o tema, em evento na OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro) na sexta-feira (20). A informação foi publicada no jornal “Valor Econômico”.
Segundo Correia, a conta da bandeira está deficitária em 2017, o que “gera um problema para o pagamento das próximas faturas.”
As bandeiras sinalizam para os consumidores o custo de operação do sistema. Se a condição é favorável, ela é verde, mas se a oferta de energia cai são acionadas as bandeiras amarela e vermelha, em primeiro ou segundo patamar, que geram cobranças adicionais.
Regulamentadas em 2012, elas passaram a ser cobradas em 2015. A faixa vermelha foi desdobrada em dois patamares em fevereiro de 2016, mas o nível vermelho 2 foi acionado pela primeira vez em outubro deste ano, devido à baixa vazão das hidrelétricas com o tempo seco.
Correia afirmou que a fórmula de cálculo da bandeira se tornou “muito volátil” à hidrologia. Hoje, a tarifa é calculada com base no CMO (Custo Marginal de Operação), divulgado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema) e base para o cálculo do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), usado como referência pelo mercado de curto prazo.
“Tivemos dois episódios neste ano, acredito que um em maio e outro em setembro, em que uma chuva prevista para a primeira semana do mês jogou a bandeira primeiro para verde, depois de amarelo para vermelho, mas na revisão semanal já verificamos que não deveria ter jogado para baixo. Perdemos dois meses de arrecadação de bandeira nesse ano e o impacto disso foi brutal”, disse Correia.
Segundo ele, a mudança na fórmula deve “olhar armazenamento e geração hidráulica, porque esse é o custo que domina a bandeira.”
No domingo (22), as hidrelétricas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste tinham 19% da capacidade dos reservatórios. Furnas, que representa 17,18% do subsistema, tinha 13,33% do volume útil. No Nordeste, as usinas apresentavam 7,10% da capacidade, com Sobradinho, que concentra 58,26% do subsistema, com apenas 3,49% de seu volume útil.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Vexame na Bahia! Vice de Flávio Bolsonaro foge de evento com medo de flopar e inventa desculpa esfarrapada!!
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
