Governo corta metade das vagas do FIES, aumenta juros e torna programa inviável para alunos
Compartilhe
14981 visitas - Fonte: socialista morena
Por Katia Guimarães, no blog Socialista Morena:
O novo Fies do governo Temer, aprovado nesta terça, 31 de outubro, pelo plenário da Câmara dos Deputados, tem duas características fundamentais para atender o deus mercado: bancos privados atuarão como agentes operadores e farão a cobrança do financiamento estudantil. As instituições financeiras passarão a ter acesso aos recursos dos fundos constitucionais, de desenvolvimento e do BNDES como fontes de sustentação. Na gestão golpista, o financiamento estudantil virou negócio lucrativo para os bancos privados. Entre as principais mudanças estão as formas de pagamento da dívida e as taxas de juros do financiamento.
O financiamento estudantil se transforma, assim, em um sistema escorchante que resultará no que ocorre nos Estados Unidos, onde o jovem sai da faculdade com uma dívida gigantesca nas costas. Alguns estudantes norte-americanos chegam a se formar com dívidas superiores a 500 mil dólares. Como há poucas universidades públicas –exatamente como querem fazer aqui–, cerca de 70% dos estudantes recorrem a empréstimos, e a dívida estudantil no país chegou a 1,3 trilhão de dólares em 2016, ou o equivalente a 70% do PIB brasileiro em 2015, como informa a BBC.
Uma medida crucial tomada na Medida Provisória de Temer foi excluir o Ministério da Educação da gestão do programa, com o Ministério da Fazenda se tornando o controlador da política de concessão de bolsas. O governo golpista propagou melhorias e expansão do programa ao editar a MP, mas, na prática, reduziu o número de ofertas de bolsas e entrega dois terços das vagas totais aos bancos. Estudantes vão estar às voltas com a burocracia das instituições financeiras, pagamento de juros e encargos abusivos.
Para especialistas da área educacional, na prática vai haver um desestímulo ao Fies e um alto endividamento do aluno, logo no começo da carreira. A MP, que precisa ainda ser aprovada pelo Senado antes de virar lei, acaba com a carência de 18 meses para começar a pagar após o término da faculdade e o estudante terá que começar a quitar o financiamento assim que finalizar o curso. Também põe fim ao chamado Fies solidário e restringe as possibilidades de financiamento em 100%, dificultando também a chance de condições especiais de abatimento ou aumento do prazo de pagamento.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
Pesquisa Quaest mostra Flávio à frente de Lula e Thiago dos Reis aponta coincidência com reunião em Brasília
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
