Justiça

Fachin tem escolta de R$ 55 mil por mês paga com dinheiro público

Supremo Tribunal Federal lançou um novo edital para a contratação de uma empresa a fim de fazer a escolta armada do ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, que tem residência em Curitiba.

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No fim de março, Fachin revelou, em entrevista ao jornalista Roberto D’Avila na GloboNews, que a família vinha recebendo ameaças e que ele estava preocupado. O ministro não especificou de quem ou de onde vêm as ameaças nem as relacionou a nenhum fato concreto.

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O serviço de escolta ao ministro já é prestado. O contrato atual, com a empresa Betron Tecnologia em Segurança, se encerra em junho. A empresa a ser contratada prestará o serviço por mais 30 meses – entre julho deste ano e dezembro de 2020. O custo estimado é de R$ 1,61 milhão pelo serviço de segurança 24 horas. Ou seja, o governo tem um gasto de R$ 55 mil reais por mês com a segurança de um ministro do STF.

O edital de pregão eletrônico foi lançado último dia 4 e informa que as empresas interessadas poderão apresentar propostas na próxima sexta-feira (18) por meio do site de compras governamentais do governo federal.

Conforme as regras, dois profissionais devem trabalhar entre 7h e 19h, no regime 12 horas de trabalho por 36 horas de folga; mais dois profissionais entre 19h e 7h, também no regime 12 por 36 horas; e outros três entre 8h e 18h (trabalhando cinco dias e folgando dois).

Entre outras, as atribuições dos seguranças são as seguintes:

- verificar todas as dependências e instalações da residência;
- manter-se atento aos visitantes e, em caso de suspeita, "abordar de forma educada";
- evitar que pessoas não autorizadas entrem no local;
manter o controle de entrada e saída;
- "receber de maneira polida e educada os visitantes e prestadores de serviços previamente autorizados pelo cliente".

De acordo com o edital, a empresa deve fornecer armas calibe .380, munições, coldres de cintura, lanterna, coletes e acessórios aos seguranças, que precisarão trabalhar de terno completo.

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Fonte: G1

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