Escolhida para Ministério da Mulher é apresentada ao lado de deputado denunciado por espancar a esposa

Do Jornal do Brasil.
O governo do presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou, na tarde desta quinta-feira (6), que Damares Alves irá comandar o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Ao lado da futura ministra, em sua primeira entrevista coletiva, estava o deputado eleito Julian Lemos (PSL-PB). Lemos, que foi coordenador da campanha de Bolsonaro no nordeste, foi acusado de agressão pela irmã e pela ex-mulher. Os casos ocorreram entre 2013 e 2016.
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O deputado eleito foi alvo de três processos por violência doméstica. Dois foram arquivados após retratação de sua ex-mulher, Ravena Coura. Em 2013, ela teria dito às autoridades que o marido era um homem “muito violento” e que teria sido agredida fisicamente e ameaçada por arma de fogo. Lemos foi preso em flagrante na ocasião.
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Em 2016, a irmã do deputado eleito, Kamila Lemos, prestou depoimento à polícia. Disse que havia tentado apaziguar briga entre Lemos e a ex-companheira. De acordo com Kamila, Julian teria começado a disparar impropérios contra ela. Depois, a agarrou pelo pescoço e a arrastou pelo chão. As lesões foram confirmadas em laudo do Instituto Médico Legal.
O inquérito continua em andamento. Os advogados de Kamila, porém, afirmam que o caso já foi resolvido entre as partes. No entanto, a Justiça quer ouvir os irmãos. Uma audiência foi convocada em outubro, mas não foi realizada.
Em entrevista ao jornal O Globo, publicada em março, para falar sobre o caso, Julian Lemos disse que “a Lei Maria da Penha no Brasil é um instrumento tanto de defesa da mulher quanto de vingança”.
Fonte: diário do centro do mundo

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