Não há boletins médicos sobre a cirurgia de Fabrício Queiroz no Einstein

De Marlos Ápyus no site A Agência.
Em 30 de dezembro de 2018, Fabrício Queiroz deu entrada no Albert Einstein para tratar um tumor maligno no intestino. Lá ficou até 8 janeiro de 2019. Na véspera do procedimento, deixou-se registrar em vídeo no que, segundo o próprio ex-motorista de Flávio Bolsonaro, seria um “raro momento de descontração” da passagem de ano.
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Mas também impressiona a pouca quantidade de informação divulgada a respeito do procedimento. Quando, em 7 de setembro de 2018, Jair Bolsonaro deu entrada no mesmo hospital, a assessoria deu início à publicação de um total de 37 boletins médicos, com o último vindo a público no 23 de novembro seguinte. Em todas as notas, se não há um destaque para o diretor superintendente, há para os médicos responsáveis. Além, claro, de detalhes mais profundos sobre procedimentos e o estado de saúde da vítima do atentado.
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O boletim é a comunicação oficial liberada à imprensa quando personalidades que aquecem o noticiário dão entrada nas casas de saúde. De acordo com o próprio site do Einstein, é “elaborada em conjunto com os médicos responsáveis e a superintendência do hospital, com a anuência dos pacientes ou seus familiares“.
Ao contrário do que chegaram a divulgar alguns veículos estatais, não há boletins médicos sobre a cirurgia de Fabrício Queiroz. Questionada por A Agência, a assessoria informou que faltou justamente a anuência da parte da família Queiroz. O que soa uma postura estranha, uma vez que Fabrício há de ser o principal interessado em detalhar à opinião pública o que tem feito com que seguidamente deixe de prestar esclarecimentos ao Ministério Público.
Fonte: diário do centro do mundo

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