Militares ordenam e Mourão é quem representa o Brasil no exterior, e não Bolsonaro

A incapacidade do chanceler brasileiro Ernesto Araújo, indicado pelo astrólogo Olavo de Carvalho para o cargo no governo de Jair Bolsnaro, fez com que o general Hamilton Mourão assumisse informalmente o comando da política externa. É o que aponta Mathias Alencastro, doutor em ciência política por Oxford.
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"Em dois meses no Itamaraty, Ernesto Araújo quase empurrou o Brasil para o primeiro conflito com um país vizinho desde 1870, alienou aliados europeus, árabes e asiáticos e ridicularizou a instituição que chefia com as suas manifestações públicas", diz ele, em artigo. "Esse espetáculo de amadorismo precipitou uma intervenção da ala militar do governo, encabeçada pelo general Hamilton Mourão."
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"Diante do ocaso de Araújo e da afirmação de Mourão, é imperativo analisar a diplomacia brasileira sob o prisma da trajetória e do posicionamento do vice-presidente, que ficará a cargo de tomar decisões operacionais e definir estratégias", aponta. "A partir de agora, a distinção entre o chanceler de fato e o de jure deve ser utilizada para fazer a diferença entre a realidade e a propaganda."
Alencastro lembra ainda que caberá a Mourão restaurar a confiança dos países-membros dos Brics a tempo da próxima reunião de cúpula, agendada para outubro.
Fonte: Brasil247

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