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Ala Militar tira olavetes do MEC; agora falta tirar o olavete-mor

Depois de uma enxurrada de críticas à carta supostamente patriótica e de uma reunião com a ala militar do governo, o ministro Vélez Rodrigues exonerou, ontem, oito olavetes (alunos de Olavo de Carvalho) do MEC. Dois deles tinham sido apontados em reportagem da Veja como “auxiliares” que mandavam mais que o ministro. Ou seja, o ministro de fato, por meio dos dois teleguiados, seria Carvalho.

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Vélez entregou os anéis para salvar os dedos.

Olavo de Carvalho acusou o golpe. De manhã, já sabendo que seus alunos seriam defenestrados, conclamou-os – algumas dezenas, escreveu - a pedirem exoneração. Não deveriam seguir convivendo com integrantes do governo que denominou “pústulas”. Ele já estava em guerra aberta com Mourão. À sua última provocação o vice respondeu mandando beijinhos.

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Como Bolsonaro até agora não reclamou da intervenção militar no MEC ou os generais têm carta branca para mexer em peças de todo o governo, mesmo à revelia do capitão ou o capitão concordou em cortar os discípulos do guru, o que mostraria o declínio da influência de Olavo.

É a segunda investida dos militares contra a chamada “ala ideológica”. A denominação é equivocada porque não quer dizer nada. Na realidade, é a “ala da ideologia de extrema-direita”. E, ironicamente, militares que se temia fossem extremistas de direita atuam para segurar arroubos de civis de extrema-direita, dos quais a figura principal é o próprio presidente da República.

O alvo da primeira investida foi o chanceler Ernesto Araújo, que estava disposto a entrar de cabeça na guerra com a Venezuela. Mourão não o deixou sentar à mesa da reunião do Grupo de Lima. Falou ele pelo Brasil, não o chanceler.

A intervenção na política externa deverá se aprofundar. Os sinais já aparecem. Bolsonaro aceitou convite para visitar a China. O que o guru de Virgínia certamente desaconselharia.

Resta saber se as vagas abertas no MEC com a exoneração dos olavetes serão ocupadas por militares. Ou por quem eles indicarem.

E se os militares vão se valer da intervenção para ampliar o seu poder no governo do capitão.

Agora, colocar olavetes para fora do MEC foi uma medida acertada e profilática.

Aliás, nunca deveriam ter entrado. Agora só falta tirar o olavete-mor, o próprio ministro.

Fonte: Brasil247

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