Política

Ministra de Bolsonaro diz que governo não dará indenização alguma à família de morto com 80 tiros

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou à Folha nesta quinta-feira (11) que não está em análise no ministério a possibilidade de prestar assistência ou auxílio financeiro aos familiares do músico morto no Rio de Janeiro depois que seu carro foi alvejado por 80 tiros disparados por militares do Exército.

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Ao afirmar que defende a punição de “quem errou” no episódio, Damares enfatizou que deve haver punição “se houve erro”. De acordo com a ministra, quem tem autonomia para determinar eventual pagamento de pensão é o Congresso, e não o ministério de Direitos Humanos. “Esta semana não foi conversado sobre isso. Uma semana de muito trabalho, a gente não conversou sobre isso”, afirmou.

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No último domingo (7), militares do Exército dispararam 80 tiros contra um carro, que levava cinco membros de uma família para um chá de bebê. O músico Evaldo Rosa dos Santos, 46, morreu na hora. “Estamos acompanhando o caso. Se houve erro, terá que ser punido quem errou. Se houve erro”, disse.

O caso levantou grande repercussão. A ministra Damares foi alvo de críticas nas redes sociais logo após o ocorrido por não ter se manifestado sobre o episódio. Na tarde de quarta-feira (10), três dias após a morte do músico, o ministério de Direitos Humanos emitiu nota na qual afirma que acompanha o caso e está à disposição para prestar apoio às outras vítimas e familiares.

O ministério afirma que confia na independência da Justiça Militar para apurar os fatos e tomar as medidas legais necessárias.

Fonte: Folha

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