Política · Justiça

Bolsonaro manda Guedes demitir aliados de Moro no Coaf

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que ainda não decidiu se o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Roberto Leonel, permanecerá na chefia do órgão. De acordo com o titular da pasta, é possível "uma cabeça rolar" no conselho que saiu recentemente do guarda-chuva do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

[bn1][/bn1]

"Toda vez que tem uma aparente crise institucional, a solução é um avanço e um aperfeiçoamento institucional, não é só uma cabeça rolar. Uma cabeça rolar pode até acontecer, mas desde que haja um avanço institucional”, disse Guedes a jornalistas nesta quarta-feira (7).

Leonel foi indicado para o comando do Coaf por Moro quando o conselho ainda era vinculado ao Ministério da Justiça. Por decisão do Congresso Nacional, o Coaf retornou em maio à pasta da Economia.

[bn2][/bn2]

O ministro atuava em dupla com Roberto Leonel durante a Operação Lava Jato em Curitiba: auditor fiscal e chefe do Escritório de Pesquisa e Investigação Fiscal da 9ª Região, era ele um super araponga a rastrear as contas e bens dos alvos de Moro, em seguida sentenciados pelo juiz.

O projeto de Moro era, em dupla com Leonel, criar uma super Lava Jato em âmbito nacional, mas a proposta esbarra no caso Flavio-Queiroz. Filho do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) faz movimentações atípicas e milionárias identificadas pelo Coaf.

Em um dos relatórios, o órgão identificou uma movimentação de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 feita por Fabrício Queiroz, ex-assessor do parlamentar.

Fonte: Brasil247

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison denuncia Flávio Bolsonaro e pede intervenção da PF em disputa por mansão