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Em turismo na China, Bolsonaro diz que áudio de Queiroz oferecendo 500 cargos é bobeira e critica quem vazou

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) classificou como “áudio bobo” a gravação, revelada pelo jornal O Globo, do ex-assessor de sua família, Fabrício Queiroz.

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No áudio, ele aparece se oferecendo para facilitar a nomeação em gabinetes na Câmara e no Senado.

Queiroz, que vem sendo investigado pelas autoridades sob a suspeita da prática de “rachadinha”, disse na gravação que faz “fila” na porta do gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) em busca de cargos.

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“Se tivesse fila (no gabinete de Flávio), todo mundo saberia”, disse Bolsonaro. “Se for verdadeiro o áudio, o amigo dele (Queiroz), foi da onça”, completou.

"Tem mais de 500 cargos lá, cara, na Câmara, no Senado... Pode indicar para qualquer comissão, alguma coisa, sem vincular a eles [família Bolsonaro] em nada. Vinte continho pra gente caía bem, pra c..., caía bem pra c... Não precisa vincular a um nome", diz Queiroz, no áudio de junho deste ano.


Queiroz afirmou ao O Globo que mantém influência política por ter "contribuído de forma significativa na campanha de diversos políticos no Estado do Rio de Janeiro".

Questionado sobre o caso durante visita a Pequim (China), Bolsonaro frisou que “não tem nada a ver com isso”. “Ele (Queiroz) é meu amigo desde 1985, é meu soldado. Desde esse problema, não converso mais com ele”, disse.

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Mais cedo, quando indagado sobre o ex-assessor, disse que ainda não havia ouvido o áudio e que não tinha ciência de suas atividades. “O Queiroz cuida da vida dele, eu cuido da minha”, afirmou o presidente, antes de ameaçar encerrar uma entrevista coletiva.

Bolsonaro não quis comentar a tendência do STF (Supremo Tribunal Federal) de proibir a prisão em segunda instância. Também preferiu não revelar o teor de suas conversas com os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes na semana passada.

O presidente é defensor da prisão após a condenação em segunda instância.

Fonte: Folha

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