Governo doa Eletrobrás a preço de banana e não terá qualquer controle sobre o sistema elétrico brasileiro

O projeto de lei que autoriza a privatização da Eletrobrás, que será assinado nesta terça-feira (5) por Jair Bolsonaro, retira do governo a chamada "regra de ouro (golden share)", que possibilita que a União tenha o poder de veto em decisões estratégicas que podem ser tomadas pela empresa, mesmo em que possua uma participação acionária minoritária.
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“Ela (a Eletrobras) vai se tornar uma corporação em que nenhum acionista vai ter mais que 10% do poder de voto, inclusive a União”, disse o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
Segundo reportagem do jornal O Globo, a equipe econômica, comandada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, teria comentado nos bastidores que não fazia sentido um governo liberal manter ações de classe especial que reduzem o valor da empresa a ser entregue à inciativa privada.
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A golden share é uma classe especial de ações estabelecida no modelo de privatizações adotada pelo governo Michel Temer como uma forma de reduzir a resistência do Congresso à venda estatais para a iniciativa privada. Atualmente, a União detém ações do tipo golden share na Vale, Embraer e no Instituto de Resseguros do Brasil (IRB).
A expectativa do governo é que o leilão de privatização da Eletrobrás, maior empresa de geração e transmissão de energia elétrica do país, seja realizado no próximo ano e resulte em uma arrecadação de R$ 16,2 bilhões.
Fonte: Brasil247

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