Segurança

Assim como fez com réus da Lava Jato, PF grampeou hacker de Araraquara em Curitiba

Dois suspeitos de acessarem conversas em celulares do ex-juiz Sérgio Moro e de procuradores da Lava Jato narraram a seus advogados que teriam encontrado um microfone espião em um chuveiro da carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O equipamento de gravação, segundo o relato feito há duas semanas, foi retirado depois que o programador observou fios do microfone aparecendo para o lado de fora do chuveiro.

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Martins, que foi preso na segunda fase da Operação Spoofing, em 19 de setembro, mostrou o equipamento de gravação para outros dois colegas de cadeia – um deles era Walter Delgatti Neto, o ‘Vermelho’.

Suspeito de liderar o grupo, ‘Vermelho’ está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, mas naquela ocasião cumpria quatro dias na prisão na Superintendência da PF para passar por uma rodada de depoimentos.

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Depois de retirado do chuveiro, o microfone foi entregue para a PF.

Procurados pelo Estado, três advogados de presos da Operação Spoofing confirmaram que seus clientes narraram o episódio, e confirmaram que o microfone foi retirado de dentro do chuveiro por Thiago Eliezer Martins.

AGORA VEJA O QUE FOI NOTICIADO HÁ POUCOS MESES:

Uma escuta telefônica instalda em uma cela da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, no Paraná, gravou de forma irregular 260 horas de conversas de presos da Operação Lava-Jato em 2014. A conclusão faz parte de um parecer feito pela própria PF em uma sindicância interna, revelado nesta sexta-feira pelo jornal "Folha de S.Paulo".

Fonte: Estadão

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