Desempregados vão pagar imposto para que empresas paguem menos

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou que o governo vai recolher 7,5% dos benefícios de seguro-desemprego para viabilizar o novo modelo de contrato previsto no Programa Verde Amarelo, lançado nesta 2ª feira (11.nov.2019).
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De acordo com ele, essa contribuição será previdenciária, ou seja, do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), e necessária para compensar a desoneração na folha de pagamentos estabelecida pelo programa. A estimativa é que a nova modalidade de trabalho para jovens de 18 a 29 anos signifique uma renúncia fiscal de R$ 10 bilhões nos próximos 5 anos.
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Veja como as empresas vão economizar:
- Isenção total de contribuição previdenciária;
- Fim da contribuição do Sistema S e salário-educação;
- Contribuição patronal para o FGTS de 2%, em vez dos habituais 8%;
- Multa de 20% do FGTS por demissão, em vez dos atuais 40%;
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“Essa renúncia será compensada pela cobrança de uma alíquota de 7,5% no seguro-desemprego. Em contrapartida, o período de recebimento do seguro contará para o tempo de contribuição da aposentadoria“, explicou o secretário, em entrevista à imprensa.
OPINIÃO THIAGO DOS REIS: O resumo da ópera é que os desempregados que correm o risco de ir para a pobreza ou miséria vão pagar 7,5% de sua indenização para que as empresas economizem. O governo pretende gerar 1,8 milhão de empregos em 3 anos. É menos do que Lula gerou por ano em seu governo sem tirar nenhum direito.
Fonte: Poder360

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