Política · Economia

Governo vai permitir que empresas cortem jornada e salários pela metade devido ao coronavírus

O governo Jair Bolsonaro vai permitir que empresas cortem pela metade jornada e salários de trabalhadores em meio ao avanço da crise do coronavírus. A iniciativa deve ser encaminhada ao Congresso por MP (medida provisória).

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O Ministério da Economia afirma que a medida, que demanda negociação individual, preservará empregos. “É preciso oferecer instrumentos para empresas e empregados superarem esse período de turbulência. O interesse de ambos é preservação de emprego e renda”, afirmou o secretário de Trabalho, Bruno Dalcolmo.

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Pelas regras mencionadas pelo ministério, as empresas devem continuar pagando pelo menos o salário mínimo. Também não pode ser reduzido o salário hora do trabalhador.

A redução proporcional de jornada e salários poderá durar enquanto estiver em vigor o estado de calamidade. Nesta semana, o governo enviou ao Congresso um pedido para que seja decretada a situação emergencial até o fim deste ano.

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No entanto, a equipe econômica acredita que pode haver uma melhora na economia antes disso, em até quatro meses, o que faria as empresas normalizarem seus contratos.

“Não é algo simples, mas a ideia é preservar o emprego. Muito mais grave, diante de uma crise dessa, é a pessoa perder o emprego e sobreviver sem salário”, afirmou o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco.

OPINIÃO THIAGO DOS REIS: Em vez de cortar os impostos sobre os salários e subsidiar parte dos salários de trabalhadores de micro e pequenas empresas, que representam 80% dos trabalhadores no país, o governo prefere permitir que se corte salários pela metade, agravando a crise econômica e causando mais pobreza e miséria. E para os autônomos, bolsa-esmola de R$ 200,00 por mês. Será que o Guedes consegue viver com 200 reais?

Fonte: Folha

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