PL articula ofensiva para tomar o comando da Câmara Municipal do Rio
Com foco na eleição de 2028, o PL de Douglas Ruas tenta emplacar Rogério Amorim na presidência da Câmara Municipal, desafiando a hegemonia do PSD.

Foto: Câmara Municipal do Rio é alvo do poderoso PL, que mira a Prefeitura do Rio — Foto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro · Original e licença
Após consolidar força na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o PL agora volta suas atenções para a Câmara Municipal. O partido do governador eleito Douglas Ruas articula uma ofensiva para conquistar a presidência da Casa no biênio 2027/2028, em uma disputa que promete acirrar os ânimos políticos na capital fluminense antes mesmo da eleição da Mesa Diretora, marcada para 15 de dezembro.
O principal obstáculo para o PL é o PSD, que detém a maior bancada da Câmara, com 16 dos 51 vereadores. A legenda de oposição aposta na candidatura de Rogério Amorim, atual líder da bancada, para tentar romper a influência do grupo político do ex-prefeito Eduardo Paes. Segundo o PL, a estratégia é fundamental para ampliar o espaço da sigla visando o pleito municipal de 2028, quando pretendem lançar um nome competitivo contra o prefeito Eduardo Cavaliere.
Do lado do PSD, o cenário ainda é de articulação. Nomes como o atual presidente da Casa, Carlo Caiado, e o primeiro-secretário, Rafael Aloisio Freitas, são cotados para a disputa. Há, inclusive, debates nos bastidores sobre uma possível brecha jurídica que permitiria a reeleição de Caiado. Outro nome que circula é o de Jorge Felippe (PP), que, embora negue pretensões, é visto como peça-chave nas negociações entre o Legislativo e o novo governo estadual.
Para garantir a vitória, o PL projeta reunir 18 votos, superando a necessidade de maioria simples dos presentes — o que exigiria, no mínimo, 14 votos favoráveis. Enquanto o PL busca atrair aliados, parlamentares ligados ao grupo de Paes questionam a viabilidade da investida, apontando a força do atual comando da Casa e a possível resistência de legendas que não pretendem romper com a prefeitura.
Fonte: O Globo

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