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Com aumento de mortes, especialistas defendem isolamento maior em São Paulo

A cidade de São Paulo já dá sinais de necessidade de medidas mais drásticas de isolamento social, chamadas de lockdown (bloqueio generalizado da movimentação), para conter a pandemia do novo coronavírus, na avaliação de epidemiologistas, virologistas e infectologistas.

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No entanto, eles afirmam que faltam dados mais concretos sobre a real dimensão da pandemia e questionam se o endurecimento deve ser estendido igualmente e ao mesmo tempo a todo o estado, já que há cidades com poucos ou nenhum caso da doença.

De modo geral, os especialistas apoiam o endurecimento de medidas para dissipar aglomerações, como o uso de força policial, cogitado pelo governador João Doria (PSDB).

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São Paulo vazia
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“O lockdown acontece quando a capacidade de resposta hospitalar acaba. Infelizmente, é provável que, em São Paulo, estejamos nos dirigindo para isso”, diz o médico Ivan França Júnior, médico e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Saber a hora de instalar um bloqueio mais rígido ou de relaxar as medidas depende de dados sobre a dinâmica da doença na região. “Mas provavelmente já existem muito mais casos e mortes que o governo não está conseguindo pegar. Não dá para acreditar nos dados. Estamos navegando no escuro”, afirma França Júnior.

Para o epidemiologista da USP Paulo Lotufo, as curvas conhecidas de infecção e de mortos estão subindo e, ao mesmo tempo, o número de pessoas circulando na cidade, aumentando. Isso, por si, já tornaria defensável o endurecimento do isolamento.

Fonte: Folha

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