Brasil

Sociedade Civil se organiza. Paraisópolis decidiu não esperar ajuda do governo

Paraisópolis cria estrutura de guerra para enfrentar pandemia
Publicado em 15 abril, 2020 8:01 am

De Márcia De Chiara e Guilherme Amaro no Estado de S.Paulo.

A favela de Paraisópolis, na zona sul da cidade de São Paulo, adotou uma “estrutura de guerra” para o combate ao novo coronavírus. Escolas foram transformadas em centros de acolhimento para moradores que testaram positivo para covid-19, voluntários tomaram posse como “presidente de rua” para monitorar os vizinhos e foram contratadas três ambulâncias e sete profissionais da saúde, incluindo dois médicos.
As casas de apoio vão abrigar moradores com covid-19 que convivem em suas casas com grupos de risco: idosos e pessoas com doenças crônicas. “Decidimos criar um espaço de acolhimento e isolamento para evitar a contaminação”, explica Gilson Rodrigues, líder comunitário de Paraisópolis e coordenador nacional do G10 das favelas.

Os locais que estarão prontos até quinta-feira foram instalados em duas escolas estaduais que funcionam na comunidade e que agora estão com aulas suspensas. Cada centro tem 16 salas e capacidade para acolher 260 pessoas. “Acho que vai faltar lugar”, lamenta o líder comunitário.

A intenção é ter mais centros e, com isso, atingir a capacidade para atender mil pessoas. Atualmente Paraisópolis conta com cerca de 100 mil moradores.

(…)

Fonte: DCM

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison denuncia Flávio Bolsonaro e pede intervenção da PF em disputa por mansão