Maia e Paulo Guedes cortam relações e aprofundam crise política

Os desentendimentos entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, já vinham se manifestando há semanas. Mas eles ainda mantinham canais de conversa abertos. Adora, não se falam mais nem sequer pelo telefone.
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Embora concordando com a essência da Reforma da Previdência, Maia e Guedes começaram a brigar quando o presidente da Câmara tomou para si o protagonismo da aprovação.
No episódio da votação do Orçamento impositivo, ambos voltaram a se estranhar. Agora, em plena crise do coronavírus as relações foram cortadas com a tramitação das medidas de socorro aos estados.
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Segundo o Painel da Folha de S.Paulo, o projeto de ajuda aos estados foi a gota d’água no corte de relações, pois Jair Bolsonaro, subsidiado por Guedes, viu-se alijado da política, vendo Maia oferecer benesses em nome da União aos estados.
Aliados de Maia dizem que Paulo Guedes está ressentido com o roubo da cena em temas econômicos por parte do presidente da Câmara, com o agravante de que o governo Bolsonaro não quer gastar um centavo para ajudar o governador de São Paulo, João Doria, na luta contra o coronavírus. No momento, Doria é considerado o principal adversário de Bolsonaro na eleição presidencial de 2002.
A temperatura se elevou tanto na briga entre Guedes e Maia, que o ministro acusa o presidente da Câmara de tentar um assalto aos cofres da União. Guedes cogita proibir sua equipe de enviar informações a Maia.
Fonte: Brasil247

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