Política · Justiça

Jefferson troca cargos ao PTB por teoria da conspiração

21 DE ABRIL DE 2020, 06H40
Roberto Jefferson criou teoria da conspiração sobre golpe em Bolsonaro após promessa de cargos ao PTB
Presidente do PTB negocia adesão do partido ao governo e tenta colar imagem em Bolsonaro para conquistar eleitores conservadores para a pré-candidatura à prefeitura do Rio da filha, Cristiane Brasil, que já foi investigada por ter recebido dinheiro de traficantes nas eleições de 2010
Por Redação

Na berlinda desde que teve o mandato de deputado cassado em 2005 após ser condenado por corrupção – mantendo a aposentadoria parlamentar de mais de R$ 23 mil -, o presidente naiocnal do PTB, Roberto Jeffeson, criou uma nova teoria da conspiração em prol de Jair Bolsonaro após receber promessas de cargos a seu partido, que tem 12 parlamentares no chamado Centrão.

Em sua teoria, Jefferson denunciou um suposto golpe que estaria sendo arquitetado com a participação de governadores e lideranças como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para aprovar o impeachment de Bolsonaro ou instituir um parlamentarismo branco.

Em entrevista à Jovem Pan nesta segunda-feira (20), após protagonizar uma live com blogueiro bolsonarista que foi assistida pelo presidente, admitiu que o PTB deve se aliar ao governo “em cima de uma plataforma escrita, de objetivos claros, de compromissos políticos publicáveis”, embora tenha negado à Folha que haja troca-troca na negociação. “Para nós não ofereceram nada. Nem nós pedimos”.
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Além da negociata em Brasília, o deputado quer colar a imagem em Bolsonaro para conquistar votos para a filha, a ex-deputada federal Cristiane Brasil, filha de Jefferson, se lançou pré-candidata a prefeita do Rio de Janeiro, com uma plataforma conservadora.

“Eleitores do Bolsonaro têm uma afinidade natural com os meus eleitores. Essa relação do meu pai com o presidente pode aumentar, sim, meu eleitorado, falando de forma pragmática”, diz a ex-deputada.

Cristiane Brasil foi protagonista da negociata do pai com o ex-presidente Michel Temer, que indicou a filha para o cargo de ministra do Trabalho em troca de apoio do PTB ao governo golpista.

A ex-deputada, no entanto, foi impedida pela Justiça de tomar posse por não pagar uma ação trabalhista a um antigo motorista, que trabalhava mais de 15 horas por dia. Para se defender, Cristiane publicou um vídeo em um barco em meio a quatro amigos sem camisa.

Cristiane também foi investigada por associação ao tráfico por ter recebido dinheiro de traficantes nas eleições de 2010 para ter exclusividade de acesso ao bairro de Cavalcanti.




Fonte: Revista Forum

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