Política

A guerra cultural de Bolsonaro e inspirada em livro da ditadura militar

Esta é a história de uma obra que esteve oculta. Seu título oficial é “O Livro Negro do Terrorismo no Brasil”, mas é conhecida mesmo como “Orvil” —livro de trás para a frente.

De trás para a frente porque é o reverso de “Brasil Nunca Mais”, publicação que há mais de 30 anos denunciou os crimes da ditadura, com torturas, mortes e desaparecimentos, a partir de processos da Justiça Militar.
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Urdido em segredo durante três anos, sob encomenda do então ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves, o “Orvil” foi a resposta da caserna, acusando crimes e conspirações da esquerda e suas tentativas de transformar o país em uma China tropical. Quando ficou pronto, José Sarney, presidente à época, vetou que viesse a público.

Mas isso não impediu que, nas últimas três décadas, primeiro circulando em cópias xerocadas, suas ideias fossem eclodindo na política brasileira —e viessem desabrochar agora no governo Bolsonaro, traçando as diretrizes de sua guerra cultural.

(…)

Fonte: Folha

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