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PGR vai investigar se Zambelli teve acesso a informação da PF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu uma Notícia de Fato para investigar se a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) recebeu informações sigilosas da Polícia Federal (PF). A informação consta de ofício assinado em 3 de junho pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

"Trata-se de representação protocolada pela deputada Federal Joice Cristina Hasselmann em desfavor da deputada federal Carla Zambelli Salgado, relatando representação por abertura de procedimento investigatório criminal -PIC, diante do vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais deflagradas, no estado do Rio de Janeiro, noticiados, antecipadamente, pela deputada Federal Carla Zambelli Salgado (PSL-SP)", afirma a PGR, em nota.
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Um dia antes da PF cumprir mandato de busca na residência oficial do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), a aliada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que alguns governadores estavam sendo investigados.

Segundo ela, a entrevista dada à rádio era para comentar uma falha no combate à corrupção apontada pelo ex-ministro Sérgio Moro ao deixar o ministério da Justiça e Segurança Pública.

Zambelli disse, na ocasião, que o presidente Bolsonaro estava incomodado com o fato de que Moro "não estava tendo preocupação com pessoas na ponta, desde prisões aleatórias, agressões feitas a cidadãos nas ruas".
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Hoje o assunto voltou a ser debatido, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ironizando que a deputada tem "bola de cristal" para saber ações da Polícia Federal (PF), caso realmente não tenha ocorrido nenhum vazamento.

Ela negou novamente que teve acesso a dados sigilosos, justificando que basta apenas "assistir aos jornais" e "acompanhar os gastos públicos" para saber disso.

Mais cedo, Zambelli já tinha rebatido o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes na tarde de hoje, chamou a parlamentar de "Mãe Dináh".

A afirmação de Doria foi em referência ao fato de Zambelli ter dito que governadores entrariam na mira da Polícia Federal um dia antes de a PF fazer uma operação que teve como um dos alvos o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Na manhã de hoje, governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) também foi alvo de operação da PF.
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"Não sou Mãe Dináh, mas prevejo, sim, que seu destino na vida pública será enterrado, pois o povo já sabe quem é o senhor", afirmou Zambelli em nota enviada à imprensa na tarde de hoje, na qual destaca Doria como "ainda" governador de São Paulo.

Sobre a declaração de que a deputada estaria "engraxando as botas do militares e do seu chefe", o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Zambelli afirmou que tem respeito pelo Exército Brasileiro e ao Presidente da República.

"Gratidão não deveria prescrever, governador, mas lealdade é algo que você desconhece", afirmou. Durante a campanha eleitoral de 2018, Doria foi um dos principais apoiadores de Bolsonaro para a presidência.

Fonte: UOL

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