Justiça

Ministro da Defesa quer acionar Justiça contra Gilmar Mendes por fala sobre Exército e ´´genocídio``

O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, avalia junto aos comandantes das Forças Armadas e à Advocacia-Geral da União (AGU) tomar medidas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

No sábado (11), Gilmar disse que o Exército está se associando a um genocídio, ao comentar sobre a pandemia da Covid-19, agravada pela falta de um titular no Ministério da Saúde. O ministério é ocupado interinamente há dois meses pelo general Eduardo Pazuello.

Azevedo afirmou estar “indignado” com o que ele considera serem “acusações levianas” do ministro do Supremo.

Sem ministro efetivo há 59 dias, o país já acumula mais de 71,5 mil óbitos e 1,8 milhão de contaminados.

Foi na gestão de Pazuello que o Ministério da Saúde mudou a orientação sobre o uso da cloroquina, passando a recomendar o medicamento desde o início dos sintomas do novo coronavírus. A droga, no entanto, não tem a eficácia comprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Atualmente, ao menos 20 militares, sendo 14 da ativa, ocupam cargos estratégicos no Ministério da Saúde.
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Azevedo afirmou que “está avaliando junto com os comandantes de força a situação, considerando todos os aspectos”. Os comandantes e Azevedo passaram o domingo conversando por telefone para traçar uma estratégia de reação à fala de Gilmar. Não está descartada a possibilidade de o governo acionar a própria Justiça para cobrar uma retratação de Gilmar, informa o Estadão.
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Gilmar tem pontes com as Forças Armadas. Em junho, se encontrou com o general Edson Leal Pujol, comandante do Exército, em plena crise entre o Planalto e o Judiciário.

Fonte: Brasil 247

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