Rede de difamação cirista quer esconder conluio que ligou Ciro Gomes e Marcos Valério

A revelação de que Ciro Gomes recebeu dinheiro do esquema de corrupção operado por Marcos Valério é notícia quente, atualíssima, não requentada, como propaga a rede de difamação cirista.
[bn2][/bn2]
Aos fatos:
Em 2005, quando setores do Congresso tentavam inviabilizar o governo de Lula com as denúncias de Roberto Jefferson, Marcos Valério contou que pagou ao grupo de Ciro Gomes cerca de R$ 457 mil em 2003 — corrigido pelo IGP-M, esse valor corresponde a R$ 1,23 milhão.
Era dinheiro de caixa 2, que ele já vinha operando desde o governo de Eduardo Azeredo, do PSDB, em Minas Gerais. Valério continuava operando o caixa 2 do governo de Aécio Neves no Estado mineiro
Houve um acordo na CPI para poupar Aécio e Ciro Gomes, e isso envolveu até o desaparecimento de documentos na CPMI dos Correios, documentos que comprovavam que a agência de Marcos Valério tinha retomado contrato de fachada com o governo de Minas, interrompido na gestão de Itamar Franco.
[bn2][/bn2]
Márcio Lacerda, homem de confiança de Ciro Gomes, foi quem recebeu o dinheiro, e arcou sozinho com os custos políticos da declaração de Marcos Valério.
Ele era secretário-executivo do Ministério da Integração Regional, e se demitiu, depois de dar uma versão inconsistente sobre o seu relacionamento com Marcos Valério.
Disse que o dinheiro era referente aos custos de propaganda de Ciro Gomes no segundo turno das eleições de 2002. Ciro não foi para o segundo turno, mas apoiou Lula. E gravou um depoimento.
Márcio queria que o povo acreditasse na versão de que os custos para gravação e edição do depoimento ficaram em R$ 1,23 milhão.
Como o nome dele foi encontrado na agenda de uma secretária de Marcos Valério, com o registro de três encontros, quando já era secretário-executivo do ministério comandado por Ciro Gomes, disse que as reuniões foram para discutir contrato de publicidade para o projeto de transposição do rio São Francisco.
[bn2][/bn2]
Ora, ora, senhor Márcio Lacerda.
Até o office boy da W Brasil sabe que o negócio de Valério nunca foi publicidade, sempre foi operar caixa 2, usando a publicidade como fachada.
Como havia acordo político de poupar Ciro e Aécio, a imprensa não aprofundou a história, e Lacerda foi compensado, em 2007, com o cargo de secretário no governo de Aécio Neves.
Em 2008, como parte desse acordo político, Aécio e Fernando Pimentel, do PT, também selam acordo para lançar Márcio Lacerda candidato a prefeito pelo PSB, legenda onde Ciro se abrigava à época.
Lacerda se elege e, em 2009, Ciro Gomes, também como parte desse acordo, manifesta apoio ostensivo a Aécio Neves como candidato a presidente, na sucessão de Lula.
[bn2][/bn2]
Em Minas Gerais, todo político bem informado sabia que Aécio comandava um dos maiores esquemas de corrupção no país, que envolvia compra de apoio no Legislativo, mas não só: subornava jornalistas e também membros do Ministério Público e do Judiciário.
No entanto, Ciro Gomes apresentou Aécio como um político decente, e o PSDB como partido acima da média. Por que fez isso? Porque é tolo?
Marcos Valério dá a resposta em sua delação premiada, que ainda é mantida em sigilo.
O delegado Rodrigo Bossi de Pinho, que investigou o esquema de corrupção em Minas Gerais, me declarou em setembro do ano passado, três meses e meio antes de falecer de um câncer muito agressivo, que os bastidores desse esquema de corrupção são contados em detalhes, com provas, por Marcos Valério.
[bn1][/bn1]
Ele lamentou que o Ministério Público não tinha aceitado o acordo de delação premiada celebrado com ele.
“Se a delação de Valério vier à tona, a população vai conhecer a verdadeira face de muitos políticos que posam de santo”, disse.
Uma dessas pessoas é Ciro Gomes.
O Brasil precisa saber.
Fonte: DCM

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.