Política · Segurança

Deputada, pastora evangélica e cantora FlordeLis foi a mandante do assassinato do marido

A investigação do assassinato do pastor Anderson do Carmo, marido da pastora e deputada federal Flordelis, levou pouco mais de um ano para ser concluída desde o assassinato da vítima, em junho do ano passado.

Flordelis ficou conhecida nacionalmente por atuar em causas relacionadas à infância e por adotar 51 crianças, além de ter quatro filhos biológicos.
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Confira a linha do tempo do caso:

Maio de 2018

É quando, segundo as investigações, Flordelis põe em prática o plano de matar o marido. Primeiro, envenenando-o aos poucos com arsênico e cianeto. Foram pelo menos seis tentativas -- e idas ao hospital -- desde então.

Junho de 2019

O pastor Anderson do Carmo é morto na madrugada de 16 de junho de 2019, atingido por mais de 30 tiros na garagem da casa onde morava com a deputada Flordelis e os filhos.
Horas depois do crime, Flordelis diz que se tratar de uma tentativa de assalto.

Flávio dos Santos, filho biológico de Flordelis, é apontado como autor dos disparos que mataram o pastor. Ele é preso no velório do padrasto.
Lucas dos Santos de Souza, filho adotivo da deputada, é preso horas depois do irmão, acusado de ter conseguido a arma do crime.
A pistola é encontrada na casa da deputada.
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Agosto de 2019

Flávio e Lucas são denunciados por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), com pena prevista de 12 a 30 anos.
Na investigação sobre por que Anderson foi morto, a polícia encontra divergências nas versões e inconsistências nos depoimentos da família.

Novembro de 2019

O MPRJ aponta a suspeita de que Flordelis fraudou uma carta em que um de seus filhos confessou ter matado Anderson a mando de um dos irmãos. Na correspondência, Lucas revelava que Mizael oferecera a ele um emprego e um carro em troca de um “susto”.

“Estão tentando jogar sobre mim uma culpa de um assassinato que não é verdade, que não fui eu, é uma farsa, e vai aparecer o verdadeiro mandante”, declara Mizael.
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Dezembro de 2019

O telefone celular do pastor nunca apareceu, mas parte dos dados do aparelho é recuperada.

Junho de 2020

Os investigadores descobrem que o casal Flordelis e Anderson do Carmo mentiu na certidão do rapaz que seria o único filho biológico do casal. O Conselho Tutelar também questionou a deputada sobre uma adolescente adotada em situação irregular.

Agosto de 2020

A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendem nove pessoas pelo envolvimento na morte do pastor.

O que diz o inquérito

Segundo os investigadores, Flordelis é a mandante do crime, mas não foi presa por imunidade parlamentar.
Anderson foi morto por questões financeiras e poder na família -- o pastor controlava todo o dinheiro do Ministério Flordelis.

A deputada vai responder por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Pelo envenenamento, ela responderá por tentativa de homicídio.
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A defesa da deputada se disse surpresa com as prisões e as considera um equívoco.

O Conselho de Ética da Câmara vai analisar o caso. O grupo está com as atividades paralisadas, no momento, por causa da pandemia.

Fonte: G1

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