Política

Cúpula dos Correios é dominada pelos militares nomeados por Bolsonaro

Cargos de alto escalão dentro da ECT, no Postalis e na Postal Saúde são ocupados por pelo menos 14 oficiais que estão na reserva
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O governo de Jair Bolsonaro nomeou ao menos 14 militares que estão na reserva para cargos de alto escalão dentro da estrutura da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), do Postalis (fundo de pensão dos funcionários) e na Postal Saúde (plano de saúde próprio).

A lista inclui oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica: além do general Floriano Peixoto, ex-ministro da Secretaria-Geral e hoje “01” dos Correios, os presidentes do Postalis e da Postal Saúde também vieram das Forças Armadas. Já os conselhos da ECT, do Postalis e da Postal Saúde têm coronéis, brigadeiros e capitães de mar e guerra entre seus titulares.
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A militarização restringiu o espaço para diálogo entre a cúpula e os trabalhadores: sindicatos e associações reclamam que, pouco antes dos debates sobre a retirada dos benefícios “extra-CLT” dos trabalhadores, tanto a estatal como as coligadas viabilizaram a criação de assessorias especiais.

Um exemplo da falta de diálogo entre os militares e os servidores públicos foi dado por Maria Inês Capelli, presidente da Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP). Segundo ela, o novo perfil de gestão levou a prática militar de “não falar com subalternos” para o comando das entidades, e todos os pedidos de audiência com o general Floriano por parte das entidades representativas foram negados até hoje.

Fonte: Valor Econômico

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