Política · Economia

Bolsonaro dá prazo até sexta para Guedes apresentar nova proposta do Renda Brasil

O presidente Jair Bolsonaro deu a próxima sexta-feira como prazo para o ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentar um novo formato para o Renda Brasil, programa social que o governo desenha para substituir o Bolsa Família. Esse é também o prazo em que o governo espera bater o martelo sobre o valor da ampliação do auxílio emergencial, que será estendido até dezembro.

[bn2][/bn2]



O prazo foi dado numa reunião com ministros na terça-feira, quando o presidente também vetou o fim do abono salarial, como revelou o GLOBO nesta quarta. O benefício pago a trabalhadores que recebem até dois salários mínimos é a principal fonte de financiamento proposta pela equipe econômica para o novo programa social.



O abono salarial beneficia cerca de 23,2 milhões de trabalhadores e deve custar aos cofres federais, neste ano, um total de R$ 18,3 bilhões.

[bn1][/bn1]



Esses recursos respondem por 83% da diferença de custo do novo programa em relação ao gasto atual do Bolsa Família. Estima-se que o Renda Brasil vá custar R$ 52 bilhões, enquanto o Bolsa Família custa R$ 30 bilhões por ano.



O presidente também quer um valor médio do programa superior ao proposto pela equipe econômica, que está em torno de R$ 270.



Nesta quarta-feira, Bolsonaro criticou publicamente a proposta do Renda Brasil, apresentada a ele pela equipe econômica esta semana. Bolsonaro afirmou que o projeto está suspenso e que não vai "tirar (recursos) dos mais pobres" para abastecer o novo programa, apresentado como substituto do Bolsa Família.

[bn2][/bn2]



— Ontem discutimos a possível proposta do Renda Brasil. E eu falei “está suspenso”, vamos voltar a conversar. A proposta, como a equipe econômica apareceu para mim não será enviada ao Parlamento. Não posso tirar de pobres para dar a paupérrimos. Não podemos fazer isso aí — disse durante evento em Minas Gerais.



Fontes do governo afirmam que, se não for encontrada nenhuma fonte de financiamento, o programa vai acabar muito parecido com o atual Bolsa Família, que paga em média R$ 190, mas com um desenho e nome diferentes.



Além de subir o valor, Bolsonaro pretende aumentar o número de beneficiários do Bolsa Família, que hoje são cerca de 14 milhões de família, para mais de 20 milhões de lares.

[bn1][/bn1]



Técnicos da equipe econômica trabalham numa proposta de desvinculação de gastos do Orçamento, numa tentativa de abrir espaço e permitir bancar o Renda Brasil.



A equação que os técnicos do governo precisam fazer é complexa, diante dos pedidos de Bolsonaro e da necessidade de cumprir o teto de gastos, regra que limita o avanço das despesas públicas à variação da inflação.



Por isso, não adiantaria, por exemplo, reduzir isenções fiscais e desonerações. É preciso resolver o lado da despesa. Ou seja, reduzir uma despesa para conseguir aumentar outra.

Fonte: Extra Globo

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison denuncia Flávio Bolsonaro e pede intervenção da PF em disputa por mansão