Youtuber Bolsonarista condenado por fake news sobre rede de TV

A Justiça de São Paulo condenou o youtuber bolsonarista Bernardo Küster em processo movido pela Rede Bandeirantes.
Küster publicou um vídeo em março dizendo que a emissora havia sido praticamente comprada pelo governo chinês e que estaria fazendo propaganda do partido comunista.
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A afirmação foi feita após a Band anunciar um acordo de cooperação com a China Media Group, que reúne os veículos de comunicação estatais do país, para o compartilhamento de conteúdo audiovisual, jornalístico e cultural.
Acordo semelhante havia sido fechado em novembro de 2019 pelo governo Bolsonaro para troca de conteúdo entre a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e a China Media Group.
"Bernardo Küster teve a clara intenção de afetar a imagem, a credibilidade e a reputação da Bandeirantes, mediante divulgação de informações e afirmações inverídicas", afirma o advogado André Marsiglia Santos, que representa a emissora.
Küster disse à Justiça ser jornalista investigativo e que apenas exerceu o seu direito à liberdade de expressão. "Não é crime algum ter suas conclusões e fazer questionamentos", afirmou, por meio de seu advogado, Emerson Tadeu Júnior.
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A juíza Vanessa Bannitz Baccala da Rocha disse em sua decisão que o direito à liberdade de imprensa é um dos pilares da sociedade democrática. "Mas não é absoluto e tem como um de seus limites o dever de informar a verdade", afirmou a juíza, que o condenou a publicar uma resposta da Band em seu canal na rede social, assim como R$ 3 mil de honorários advocatícios para o defensor da Band.
Cabe recurso.
Uma segunda ação em que a Band pede uma indenização de R$ 50 mil do youtuber pelo mesmo motivo ainda não foi julgada.
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Diretor do jornal online "Brasil Sem Medo", ligado ao filósofo Olavo de Carvalho, Küster foi em maio um dos alvos de operação da Polícia Federal determinada pelo Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes, que conduz um inquérito sobre fake news, ordenou a busca e apreensão dos celulares, tablets e computadores do youtuber.
Além de Küster, são investigados também o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, a ativista Sara Winter e o ex-deputado Roberto Jefferson, entre outros.
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No dia seguinte à operação da Polícia Federal, o presidente Jair Bolsonaro criticou a ação: "Não teremos outro dia igual a ontem, chega", afirmou. "Querem tirar a mídia que eu tenho a meu favor sob o argumento mentiroso de fake news."
Fonte: UOL

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