Brasil

Terras indígenas, alvo da cobiça de madeireiros e fazendeiros, são sobrevoadas por drones que assustam nativos

"Eles estão vindo voando por aqui, aquelas coisas que eu não sei o que são. O que será que são? Vêm e vão a toda hora. E dão a volta em cima de nós, bem pertinho. O que será que é isso? Para que eles fazem isso? E depois vão embora. Por que eles ficam passando aqui a toda hora em cima da nossa casa, por que estão querendo matar a gente? Vão jogar alguma coisa na gente como faziam antigamente, que jogavam cachorro na gente para que morrêssemos e pudessem tomar nosso território? Lá vem ele por ali de novo", diz em sua língua, em um vídeo, o guajá Takwarixika ao observar com sua família um drone no céu da Terra Indígena Caru, no norte do Maranhão.
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Os aparelhos, cujos operadores são desconhecidos, têm sobrevoado as aldeias da Caru, com cerca de 400 indígenas, gerando pavor nas crianças e assustando os idosos. Os guajás, também conhecidos como awás guajás ou awás, são uma etnia considerada de recente contato e pelo menos três grupos ainda vivem em isolamento voluntário na mata, um deles na Caru.

Fonte: UOL

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