Política · Economia

Bolsonaro só vai decidir sobre recursos para o Renda Cidadã depois das eleições

O presidente Jair Bolsonaro reafirmou a seus assessores e aliados que não dará aval a propostas polêmicas de financiamento do programa Renda Cidadã antes das eleições municipais.

Segundo interlocutores do presidente, ele não quer gerar notícia negativa para seus candidatos e aliados no pleito municipal.
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Por isso, assessores palacianos disseram ao blog que Bolsonaro prefere, neste momento, oficializar apenas a proposta de criação do programa social, com seus objetivos e universo de famílias a ser atendido, deixando para depois a definição sobre de onde virá o dinheiro.

A insistência do presidente foi repassada à sua equipe e ocorre num momento em que voltam a circular propostas considera inadequadas por Bolsonaro, como acabar com o desconto padrão de 20% na declaração anual do Imposto de Renda da pessoa física. A ideia acaba prejudicando quem ganha menos.
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Neste momento, o Palácio do Planalto avalia que o que pode avançar é a identificação de espaço no Orçamento para criar o Renda Cidadã ou Renda Brasil – o próprio nome do programa ainda não está definido. Ou seja, definir os cortes necessários para evitar um estouro do teto dos gastos públicos.

A expectativa é o senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da chamada PEC Emergencial, apresentar seu relatório nos próximos dias exatamente na linha defendida pelo presidente.

Bolsonaro insiste que, antes das eleições, não dará aval a proposta polêmica para financiar Renda Cidadã Bolsonaro insiste que, antes das eleições, não dará aval a proposta polêmica para financiar Renda Cidadã abranger a criação do programa social, a regulamentação dos gatilhos do teto dos gastos públicos, e outras propostas que vão permitir reduções de despesas.
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Com isso, após as eleições, o governo e seus aliados definiriam, na votação do Orçamento da União de 2021, as fontes de financiamento do novo programa social. O Renda Cidadã vai substituir o Bolsa Família e absorver também uma parcela dos beneficiários do auxílio emergencial.

Fonte: O Globo

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