Governo recua e vacina chinesa deverá ser incorporada ao calendário nacional

Em reunião com governadores nesta terça-feira (20), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que vai incorporar a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, no Programa Nacional de Imunizações, colocando-a assim no cronograma do governo federal.
O governo federal comprometeu-se a comprar 46 milhões de doses da chamada Coronavac até dezembro de 2020, conforme informou release do governo do estado.
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Com base em informações do Butantan, Pazuello informou que espera poder começar a vacinação em janeiro.
Na mesma reunião, a Fiocruz anunciou que a vacina de Oxford, negociada pelo governo federal, começará a ser produzida em fevereiro. Até julho, preveem cerca de 100 milhões de doses. Até dezembro, 210 milhões. ?
Os secretários estaduais de Saúde vinham manifestando preocupação com uma possível falta de participação do governo Jair Bolsonaro (sem partido) na definição das estratégias de produção e de distribuição da vacina desenvolvida em São Paulo a partir de parceria com a empresa chinesa Sinovac.
Eles enviaram uma carta a Pazuello, revelada pelo Painel, solicitando a inclusão no cronograma nacional da vacina do Butantan ou de qualquer outro imunizante que se mostre eficiente no combate ao coronavírus.
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A briga pela inclusão da vacina no calendário nacional foi uma iniciativa do governador João Doria (PSDB-SP).
Bolsonaro e Doria vivem antagonismo desde o começo da pandemia. Enquanto o presidente defendia o afrouxamento da quarentena e o uso de medicamentos como a cloroquina (que, segundo estudos, não tem eficácia contra o coronavírus), o governador paulista promovia controle rigoroso em São Paulo.
Nesta segunda (19), Bolsonaro disse a apoiadores que a vacina contra Covid-19 não será obrigatória, em reação a declaração de Doria de que a vacina será obrigatória em São Paulo, exceto para pessoas que apresentem alguma restrição avalizada por um médico.
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"O meu ministro da Saúde já disse claramente que não será obrigatória esta vacina e ponto final", disse Bolsonaro.
No final da tarde, em evento no Palácio do Planalto, o presidente fez críticas indiretas a Doria. Segundo ele, o tucano está "levando terror perante a opinião pública".
Fonte: Folha de São Paulo

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