Política · Justiça

Oposição quer CPI sobre envolvimento do governo na defesa de Flávio

Partidos de oposição enxergaram um suposto uso da máquina pública por parte da família Bolsonaro, ao acionar o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e outros órgãos de Estado para levantar uma prova que pode anular o caso Queiroz, conforme informou a coluna.

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Por iniciativa do senador Randolfe Rodrigues, do Amapá, a Rede protocolará um mandado de segurança no STF um pedido de afastamento de Augusto Heleno e Alexandre Ramagem de seus cargos.

Leia: Defesa de Flávio leva a Bolsonaro suspeita que pode anular caso Queiroz;verno se mobiliza para encontrar prova

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Já o líder do PSB na Câmara, Alessandro Molon, apresentará uma solicitação de apuração na PGR, e iniciou a coleta de assinaturas para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito para avaliar o plano.

O mandado de segurança da Rede também requererá que o Serviço de Processamento de Dados do governo federal (Serpro) e a Receita Federal, também acionados pela defesa de Flávio Bolsonaro, se abstenham de fornecer à família Bolsonaro informações sobre o caso das rachadinhas envolvendo o senador. E que Jair Bolsonaro seja impedido de fazer qualquer solicitação à Receita Federal sobre o caso.

Molon pedirá também oficialmente explicações do Gabinete de Segurança Institucional, comandado por Augusto Heleno, e do Ministério da Economia.

O deputado afirma que o uso pelo presidente da República de instituições de inteligência para beneficiar seu filho é um ataque à Constituição.

A coluna mostrou que a defesa de Flávio levou a Jair Bolsonaro, Augusto Heleno, chefe do GSI, e Alexandre Ramagem, diretor da Agência Brasili de Inteligência, em 25 de agosto, uma denúncia que, se provada, anularia o caso Queiroz. Desde então, GSI, Abin, Receita Federal e Serpro foram mobilizados para encontrar uma prova que sustente a suspeita.

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A defesa sustentou em petição entregue ao GSI e obtida pela coluna que a Inteligência só foi envolvida por se tratar da segurança da família presidencial e da "estabilidade da democracia".

(Por Guilherme Amado e Naomi Matsui)

Fonte: Época

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