Política

Desinformação nefasta difundida por Bolsonaro faz venda de vermífugo aumentar em até 235%

Em setembro, as vendas da Ivermectina, da classe de medicamentos antiparasitários e anti-helmínticos, subiram 76,6% segundo dados do levantamento realizado pela Linx, empresa líder e especialista em tecnologias para o varejo, em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas.

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A alta vem após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) derrubar sua própria proibição de venda do medicamento sem prescrição médica. Segundo o órgão, a revisão foi feita porque os medicamentos não correm risco de desabastecimento no mercado e a liberação visa a garantir o tratamento de verminoses e parasitoses comuns entre a população.

De março a julho, o remédio passou a registrar aumento de vendas consistentemente após ser mencionado entre as possíveis medidas preventivas contra o novo coronavírus, mesmo sem nenhuma comprovação científica nesse sentido. Em junho, as vendas subiram 235% em relação ao mês de maio, e em julho, 54% em relação ao mês anterior. Para frear a corrida por automedicação e estocagem do medicamento em casa, a Anvisa anunciou a restrição em agosto e a proibição provocou queda de 78,5% nas vendas nacionalmente.

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O relatório aponta ainda que, pelo segundo mês consecutivo, antirreumáticos, como a Hidroxicloroquina, e anti-inflamatórios não esteroidais, como o Ibuprofeno, seguem como os medicamentos mais procurados, com cerca de 14% do volume total de vendas. Na segunda colocação, com aproximadamente 12%, estão os analgésicos e antipiréticos, como Dipirona sódica e Paracetamol, seguidos por contraceptivos hormonais (11%).

Os dados de vendas entre os estados se mantiveram no mês de setembro: São Paulo segue na liderança com 34,8% de importância relativa em faturamento nacional, seguido pelo Rio de Janeiro (11%); Minas Gerais (9,5%); Rio Grande do Sul (7%) e Paraná (6,9%).

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O tíquete médio nacional ficou na faixa acima de R$ 45 em setembro de 2020, com crescimento de 0,8% em relação a agosto e de 5,2% em relação a setembro de 2019. O estado com maior tíquete médio foi Rondônia, com mais de R$ 65, seguido por Mato Grosso do Sul, na mesma faixa, e Rio Grande do Sul, com mais de R$ 60.

Os dados foram obtidos a partir da análise de mais de 162 milhões de produtos farmacêuticos, sendo mais de 53 milhões de notas de compra, comparando os meses de setembro de 2018, 2019 e 2020.

Fonte: Monitor Mercantil

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