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Polícia faz megaoperação na Europa para combater ódio nas redes sociais

O discurso de ódio nas redes sociais se transformou em um assunto de polícia na Europa. Nesta terça-feira, operações policiais foram conduzidas em sete países do bloco, liderados pela Alemanha. No total quase cem pessoas estão sendo interrogadas nesta terça-feira sobre postagens que incitam o ódio ou promovem a violência e racismo.

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A operação é parte de uma nova ofensiva da Justiça europeia contra o uso da Internet para disseminar discurso extremistas, xenófobos ou que representam uma ameaça a certos grupos. Só na Alemanha, as operações ocorreram em 83 endereços diferentes, resultando no confisco de telefones e computadores.

A operação também ocorre de forma simultânea na França, Itália, Grécia, Noruega, Reino Unido e na República Tcheca. Trata-se da primeira ofensiva dessa natureza liderada pela Europol e em coordenação com Berlim.

No caso da atual operação, o principal foco é a difusão de mensagens que promovem o racismo e xenofobia. Um dos alvos é um usuário da rede suspeito de fazer comentários anti-semíticos. Mas parte da operação se desenvolve contra um internauta que insultou uma mulher em um cargo político na Alemanha.

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Desde 2018, as leis na Alemanha exigem que as plataformas da Internet retirem em 24 horas conteúdo que possa representar um crime de racismo, incitação a cometer crime e ameaça de violência. Mas a prática não permitiu que o problema fosse resolvido.
A meta agora do Ministério Público alemão é o de chegar até os autores das mensagens.

Ainda em 2018, um primeiro informe da ONU sobre o ódio nas redes sociais revelou um cenário dramático. Segundo o levantamento, as redes sociais estavam sendo usadas por partidos populistas para disseminar o ódio, incitar a violência e fortalecer grupos extremistas, inclusive com caráter fascista.

Segundo o documento, existia naquele momento mais de 14 mil páginas na internet dedicadas a tendências racistas, além de um incremento de 600% no volume de ataques nacionalistas pelo Twitter desde 2012. De acordo com a relatoria da ONU, grupos neonazistas e extremistas têm usado as redes para difundir ódio contra lésbicas, gays, pessoas com deficiências e mesmo contra mulheres.

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"O crescente clima de intolerância é tangível, com impactos horríveis para vidas humanas, como pode ser visto nos ataques antissemitas nos EUA nesta semana", apontou o documento.

O caráter desregulado, descentralizado, barato e anônimo da internet permitiu que grupos extremistas formem redes, amplificando as mensagens de ódio. Citando ainda líderes políticos da Itália, Hungria e Donald Trump, o documento alertou para o confisco por parte desses grupos do termo "povo" e "nação".

Fonte: UOL

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