Política · Justiça

Vídeo: Queiroz e o caixa 2 de Flávio Bolsonaro

A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro investiga se o diretório estadual do PSL no Rio cometeu crimes nas eleições de 2018, após reportagem do UOL revelar que a sigla direcionou recursos do fundo eleitoral para ex-assessores do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos). Naquele ano, o senador era presidente do PSL no estado.

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O inquérito tramita sob sigilo. "Neste primeiro momento, a PRE-RJ está fazendo uma verificação preliminar de conteúdos publicados na imprensa que envolve análise documental e outras medidas para aprofundar esse trabalho", informou o MPF-RJ (Ministério Público Federal no Rio de Janeiro).

O UOL procurou a assessoria de imprensa do atual presidente do PSL no Rio de Janeiro, o deputado federal Sargento Gurgel, que não quis se pronunciar. Também procurado por meio de sua assessoria de imprensa, o senador Flávio Bolsonaro ainda não comentou. Assim que o fizer, sua resposta será publicada e este texto atualizado.

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Direcionamento de cota feminina

O PSL-RJ direcionou R$ 49 mil de sua cota feminina nas eleições de 2018 para duas empresas ligadas a assessores de Flávio Bolsonaro envolvidos no esquema da rachadinha na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). O valor equivale a mais de 10% da verba total para as mulheres candidatas. De 33 postulantes do diretório estadual, 27 devolveram metade de suas verbas eleitorais para essas empresas.

As duas empresas contratadas são Alê Soluções e Eventos e Jorge Domingues Sociedade Individual Advocacia. A primeira pertence a Alessandra Oliveira, assessora de Flávio Bolsonaro na Alerj e, ao mesmo tempo, primeira-tesoureira do partido no Rio. A segunda é ligada a Luis Gustavo Botto Maia, advogado eleitoral do filho do presidente da República.

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Do total de 33 mulheres que contrataram os serviços das duas empresas, dez tiveram padrão idêntico de movimentação financeira na campanha. Receberam o mesmo valor de doação do PSL-RJ, a poucos dias das eleições, e gastaram exatamente do mesmo jeito: metade com as empresas ligadas a Alessandra e Botto Maia e a outra metade com um único cabo eleitoral.

O caso do PSL-RJ em 2018 possui as mesmas características de um episódio investigado nas eleições de 2016, no Piauí. Segundo entendimento endossado pelo TSE, "a extrema semelhança dos registros de campanha - tipos de despesa, valores, data de emissão das notas fiscais e, inclusive, a sequência numérica destas - denota claros indícios de maquiagem contábil".

No mês de agosto, o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) desaprovou a prestação de contas eleitoral de 2018 do diretório fluminense do PSL-RJ. A principal irregularidade constatada foi omissão de gastos no valor de R$ 87 mil durante a campanha daquele ano. A suspensão por um mês de repasses do fundo especial de campanha foi a sanção aplicada.

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Elo com caso das rachadinhas

Outras reportagens do UOL revelaram os elos financeiros entre as campanhas eleitorais e o esquema de rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Uma reportagem publicada em setembro mostrou que Alessandra Oliveira e Valdenice Meliga, também dirigente do PSL, repassaram R$ 27 mil, após seus salários e auxílio-alimentação caírem em suas contas bancárias, a Botto Maia durante o período da campanha eleitoral de 2018.

Em novembro, o UOL revelou que o policial militar aposentado Fabrício Queiroz pagou com dinheiro de caixa 2 pelo menos quatro cabos eleitorais da campanha de Flávio Bolsonaro ao Senado, em 2018. O senador afirmou que desconhece pagamentos feitos fora da determinação legal e diz que todas as despesas de sua campanha foram registradas na Justiça Eleitoral.

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Assista ao vídeo abaixo:

Fonte: UOL

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