Video: Garçom negro ofendido por cliente em lanchonete da Paraíba compõe rap e responde cantando

Uma lanchonete de Campina Grande (PB) denunciou nesta quarta-feira (9) mensagens racistas que recebeu de uma cliente, que reclamou de ter sido atendida com sua família por um funcionário negro no local.
A Fast Food publicou cópia das mensagens em seu Instagram, acompanhadas de uma nota de repúdio. Nela, diz que, quando constatou que não era uma “pegadinha”, tomou as medidas legais cabíveis.
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Escreve que trouxe as mensagens que classificou como “horripilantes” a público para mostrar que racismo ainda existe e não se pode permitir que “cenas como essa se repitam impunes”. E termina a publicação com uma frase em letras maiúsculas: “A FAST FOOD NÃO ACEITA CLIENTES RACISTAS!”.

A troca de mensagens
Nas mensagens pelo WhatsApp, a cliente diz que pensava que a “lanchonete era um local de respeito”, que não se sentia bem “sendo atendido por um preto”. Na sequência, o próprio dono da lanchonete escreve, se identifica e pede para saber se houve desrespeito à cliente. Ela responde que foi atendida por “um rapaz de pele escura” e que uma lanchonete daquele porte “não deveria admitir isso”.
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E “explica”: “Não é questão de racismo, é só que não sou obrigada a ser atendida por um negro. Foi até um rapaz educado conosco, mas a cor dele não se nega, entende?”. Por incrível que pareça, essa mensagem vem seguida por um emoji de sorriso.
O dono da lanchonete tenta confirmar que era aquilo mesmo: “Então o problema foi a cor dele?”. A cliente responde a essa mensagem: “Exatamente, acho que você entende isso também”. O comerciante retruca: “Não entendo! Aqui não há lugar para soberba, são todos iguais”.
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O atendente
Vítima do racismo perpetrado pela cliente nas mensagens, o atendente Gabriel Akhenaton se manifestou em seu Instagram. Escreveu que era um assunto complicado e delicado para ele e que, por isso, tentou se expressar por seu rap.
Ele gravou um rap em que relata o caso e questiona o fato de que “dizem que racismo não existe, então me explica o fato daquelas mensagens”. Ainda lembra o caso de João Alberto, o homem negro espancado em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre, que morreu no local, quando fala: “explica o fato de ele ser espancado dentro do mercado”. E lembra o dado que dá conta de que a cada 23 minutos um jovem negro é morto. “Atitude deplorável, mano. Mais um racista tentando ferir um povo preto. Fere a mim, fere a você”, começa a letra.
A Fast Food publicou cópia das mensagens em seu Instagram, acompanhadas de uma nota de repúdio. Nela, diz que, quando constatou que não era uma “pegadinha”, tomou as medidas legais cabíveis.
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Escreve que trouxe as mensagens que classificou como “horripilantes” a público para mostrar que racismo ainda existe e não se pode permitir que “cenas como essa se repitam impunes”. E termina a publicação com uma frase em letras maiúsculas: “A FAST FOOD NÃO ACEITA CLIENTES RACISTAS!”.

A troca de mensagens
Nas mensagens pelo WhatsApp, a cliente diz que pensava que a “lanchonete era um local de respeito”, que não se sentia bem “sendo atendido por um preto”. Na sequência, o próprio dono da lanchonete escreve, se identifica e pede para saber se houve desrespeito à cliente. Ela responde que foi atendida por “um rapaz de pele escura” e que uma lanchonete daquele porte “não deveria admitir isso”.
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E “explica”: “Não é questão de racismo, é só que não sou obrigada a ser atendida por um negro. Foi até um rapaz educado conosco, mas a cor dele não se nega, entende?”. Por incrível que pareça, essa mensagem vem seguida por um emoji de sorriso.
O dono da lanchonete tenta confirmar que era aquilo mesmo: “Então o problema foi a cor dele?”. A cliente responde a essa mensagem: “Exatamente, acho que você entende isso também”. O comerciante retruca: “Não entendo! Aqui não há lugar para soberba, são todos iguais”.
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O atendente
Vítima do racismo perpetrado pela cliente nas mensagens, o atendente Gabriel Akhenaton se manifestou em seu Instagram. Escreveu que era um assunto complicado e delicado para ele e que, por isso, tentou se expressar por seu rap.
Ele gravou um rap em que relata o caso e questiona o fato de que “dizem que racismo não existe, então me explica o fato daquelas mensagens”. Ainda lembra o caso de João Alberto, o homem negro espancado em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre, que morreu no local, quando fala: “explica o fato de ele ser espancado dentro do mercado”. E lembra o dado que dá conta de que a cada 23 minutos um jovem negro é morto. “Atitude deplorável, mano. Mais um racista tentando ferir um povo preto. Fere a mim, fere a você”, começa a letra.
Fonte: Revista Fórum

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