França mobiliza 100 mil policiais para impedir comemorações de Ano Novo

O ministro do interior Gérald Darmanin anunciou que 100 mil policiais serão excepcionalmente mobilizados, a partir desta quarta-feira (30), para impedir reuniões e festas de celebração do ano novo não autorizadas e para lutar contra a violência urbana. O dispositivo visa garantir a aplicação do toque de recolher das 20h às 6 da manhã, aplicado em toda a França desde 15 de dezembro.
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A ação será concentrada no centro das cidades e em bairros e zonas sensíveis, mais sujeitos “a este tipo de fenômenos”, escreve Darmanin em comunicado aos superintendentes da polícia. Portarias para proibir a venda de combustíveis e de álcool também poderiam ser aplicadas, assim como operações de controle e de sensibilização junto aos revendedores de fogos de artifício. A polícia também poderá realizar controles de identidade e busca e apreensão de veículos e objetos que poderiam ser utilizados contra os agentes de segurança.
O ministério do Interior também estuda a possibilidade de fechar todos ou parte dos transportes públicos a partir das 20h no dia 31 de dezembro. A polícia também poderá intervir em festas clandestinas e multar participantes e organizadores.
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Ainda que o governo não possa proibir celebrações em lugares privados, recomenda que o número de convidados não ultrapasse seis. Os agentes poderão intervir se esses eventos forem denunciados por barulho, pelos vizinhos. Um decreto de 29 de outubro deste ano estabelece que a distância física de pelo menos um metro entre duas pessoas deve ser respeitada em todos os lugares e circunstâncias.
A forte vigilância não dissuadiu os franceses de festejar o fim de 2020. Já circulam na internet convites para festas clandestinas de Ano Novo, onde os organizadores informam como as pessoas devem agir em caso de intervenção policial.
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Confinamento noturno prolongado
O toque de recolher deve ser ampliado em duas horas e deve começar às 18h em grande parte da região Leste da França, onde a situação sanitária se agravou nos últimos dias. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde Olivier Véran em entrevista ao canal público de tevê francês France 2. “Estas medidas serão aplicadas a partir de 2 de janeiro”.
A situação é mais “problemática” segundo o ministro em quatro regiões (Grande Leste, Borgonha Franche-Comté, Auvergne-Rhône-Alpes e no departamento dos Alpes Marítimos) e 20 departamentos. A medida foi decidida durante o conselho de Defesa convocado pelo presidente Emmanuel Macron na terça-feira (29) e deve ser aplicada em conjunto com os prefeitos e agências regionais de Saúde.
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Representantes de regiões e prefeitos criticaram a decisão que será aplicada muito tarde, segundo eles. Outros reclamaram da lentidão da vacinação, pediram maiores controles das fronteiras com outros países e até mesmo um lockdown localizado de apenas alguns dias para controlar a situação.
Fonte: RFI Brasil

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