Política

Ministério da Saúde troca horários de aviões e transporte de vacinas para Estados atrasa

Apesar de prometer durante evento a entrega dos lotes de vacinas contra a Covid-19 de forma “simultânea” em todos as unidades da federação , o Ministério da Saúde tem tido problemas com a logística da entrega dos imunizantes e frustrado autoridades estaduais, que aguardavam o início da vacinação anunciado por Eduardo Pazuello para as 17h em todo o país. Ao menos 6 estados não poderão iniciar a imunização nesta segunda-feira (18).

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Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, e a jornalista Basília Rodrigues, da CNN Brasil, entre os estados que não devem receber as doses a tempo estão Sergipe, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraná e Roraima. Bahia e Tocatins também estão entre os que registram atrasos.

Segundo o Painel, o governador Belivaldo Chagas (PSD) ficou plantado no aeroporto aguardando os imunizantes. “Todo mundo foi esperar no aeroporto, e nada. A previsão era meio-dia, depois mudou para 16h. Agora já deve ser 18h. Até que descarregue, não tem como iniciar hoje. Impossível. Só devo começar amanhã”, disse Chagas.

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“Não explicaram nada. Simplesmente avisaram em cima da hora. Problema de logística. Eu não fui a Guarulhos. Mas se tivesse ido, teria voltado e a vacina ainda não teria chegado”, acrescentou.

O Ministério também teve problemas com a carga destinada ao Rio de Janeiro, que fica a menos de 1 hora de avião de São Paulo. Os carregamentos estão concentrados em Guarulhos (SP). O voo com as 487 mil doses foi cancelado, o que obrigou o estado a fretar um avião para fazer o transporte.

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O Rio esperava iniciar a campanha no Cristo Redentor.

No caso de Roraima, a própria logística traçada pelo ministério impede o início da vacinação já nesta segunda. O avião da Força Aérea Brasileira que levará as doses para o estado vai passar primeiro no Amazonas para descarregar o lote do estado e depois segue para Boa Vista. Segundo o governador Antonio Denarium (Sem Partido, ex-PSL), não há tempo hábil para o início da imunização em razão dessa “escala”.

O general Eduardo Pazuello chegou ao Ministério da Saúde com a credencial de ser, supostamente, um “especialista em logística”.

Fonte: Revista Fórum

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