Defesa de Lula não vai usar mensagens hackeadas como prova de suspeição de Moro, mesmo tendo vencido no STF

A defesa do ex-presidente Lula não irá anexar as mensagens hackeadas da Lava-Jato ao processo do Supremo Tribunal Federal (STF) que julga a suspeição de Sergio Moro no caso do triplex. A avaliação dos advogados é a de que a suspeição do ex-juiz da Lava-Jato já está comprovada por fatos emblemáticos, como a interceptação telefônica do escritório de advocacia que defende o ex-presidente. Essa interceptação, que grava conversas de advogados de Lula, ocorreu em 2016.
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Outro ponto destacado pelos representantes do petista foi a ação de Moro de quebrar o sigilo de um trecho da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, nome forte do PT e dos governos Lula e Dilma, a seis dias do primeiro turno das eleições de 2018. Associada a isso, os advogados apontam a decisão do ex-juiz de integrar o governo Bolsonaro, como ministro da Justiça.
Ontem, por 4 votos contra 1, a Segunda Turma do STF confirmou a decisão do ministro Ricardo Lewandowski que deu a Lula acesso às mensagens da Lava-Jato. O material foi interceptado por hackers e apreendido na Operação Spoofing.
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Desde que parte dessas mensagens foi revelada pelo site “The Intercept”, em 2019, os advogados de Lula optaram por não incluir tais conversas no processo da suspeição de Moro. O que fizeram, até o momento, foi registrar em petição que esse conteúdo estavam sendo publicado pelo site. A tendência é que, mesmo com a decisão de ontem, essas mensagens fiquem fora do julgamento da suspeição, pelo menos por parte da defesa.
O ministro Gilmar Mendes sinalizou que deve pautar o caso no primeiro semestre deste ano.
Fonte: O Globo

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