Justiça · Segurança

PF descobre que hacker que vazou dados de 223 milhões de brasileiros, foi pago no exterior pelo vazamento

BRASÍLIA - A Polícia Federal detectou pagamentos no exterior ao hacker responsável pelo vazamento de dados de 223 milhões de brasileiros e descobriu que informações sigilosas do Imposto de Renda foram colocadas à venda. Além disso, detectou alto número de transações de criptomoedas envolvendo o segundo hacker alvo da investigação.

[bn2][/bn2]

Com essas informações, a PF deflagrou na última sexta-feira a Operação Deepwater, que prendeu dois hackers envolvidos no caso e cumpriu busca e apreensão contra eles.

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, dentro do inquérito das fake news, já que o vazamento também atingiu autoridades do STF.

A investigação detectou que, no dia 11 de janeiro, uma pessoa disponibilizou, em um fórum na internet, um banco de dados de 223 milhões de cidadãos brasileiros e de empresas. O usuário, de nome "JustBR", era Yuri Batista Novaes Goiana Ferraz, morador de Petrolina (PE) que foi alvo da operação. Os dados foram disponibilizados em uma plataforma sediada na Suíça.

[bn1][/bn1]

Após obter essa informação, investigadores da Polícia Federal acessaram o banco de dados disponibilizado pelo hacker e confirmaram as suspeitas.

A planilha possuía 14 gigabytes e informações sobre 223 milhões de CPFs. Entretanto, os dados mais sensíveis, a exemplo do Imposto de Renda, só eram fornecidos mediante o pagamento de criptomoedas, uma espécie de moeda virtual.

Por meio de diligências em cooperação internacional, a PF detectou que Yuri Batista utilizava uma carteira de criptomoedas de um servidor de origem russa e sediado no Panamá.

Passados 15 dias após o vazamento dos dados, houve pagamento de valor equivalente a US$ 1.500 à conta do hacker, segundo informações obtidas pela investigação. A PF obteve indícios de que os repasses eram referentes à comercialização dos dados dos brasileiros.

[bn2][/bn2]

Arma ilegal

Yuri Batista inicialmente seria apenas alvo de buscas, mas acabou sendo preso depois que a PF encontrou uma arma mantida ilegalmente em sua residência.

Um segundo hacker, que usava o apelido "VandaTheGod", cujo nome é Marcos Roberto Correia da Silva, também negociava a venda desses dados, conforme apurou a PF.

Fonte: O Globo

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison denuncia Flávio Bolsonaro e pede intervenção da PF em disputa por mansão