Política · Economia

MST promove bloqueios em avenidas e rodovias de 8 Estados, pedindo auxílio emergencial de RS$ 600 e moradia

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) está promovendo bloqueios em avenidas e rodovias de oito estados na manhã desta sexta (7). Os manifestantes reivindicam o aumento do auxílio emergencial para R$ 600, a retomada dos investimentos em moradia popular que foram cortados no orçamento deste ano e a suspensão imediata dos despejos durante a pandemia.

[bn1][/bn1]

Os bloqueios estão sendo realizados, segundo o MTST, em São Paulo (na avenida Tiradentes, na ponte Eusébio Matoso e na ligação da rodovia Anchieta com avenida das Juntas Provisórias), Porto Alegre (avenida Sertório), Aracaju (avenida Heráclito Rollemberg), Maceió (avenida Menino Marcelo), Recife (BR-101), Diamantina (no centro), Goiânia (cruzamento da avenida Anhanguera com a avenida Goiás) e em Niterói (avenida Amaral Peixoto).

"Ninguém aguenta mais. Chegou o limite. Tem gente desempregada passando fome porque reduziram o auxílio emergencial. Tem gente sendo despejada por não conseguir pagar o aluguel", afirmou à coluna Guilherme Boulos, coordenador nacional do movimento.

Após ter sido interrompido no dia 31 de dezembro, o benefício foi retomado 96 dias depois, em 6 de abril, mas com valores de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375 por domicílio. No primeiro semestre do ano passado, o auxílio começou com R$ 600/R$ 1200 por família, sendo reduzido para R$ 300/R$ 600 no segundo semestre. O número de mortos por covid-19 neste ano já é mais que o total de todo o ano passado.

[bn2][/bn2]

Débora Lima, coordenadora estadual do MTST em São Paulo, que está no bloqueio da avenida Tiradentes, no centro da capital, reclama que as pessoas estão passando fome nas ocupações e comunidades atendidas pelo movimento.
"Esse novo auxílio pago pelo governo não dá nem para comprar uma cesta básica. A inflação está lá em cima, com o arroz, o feijão, o óleo de soja muito caros. O brasileiro não come mais mistura, nem consegue botijão de gás - tem gente que voltou a cozinhar a lenha", diz. "Estamos nessa manifestação, que é pacífica, por que não dá mais para ficar parado."

Ela também reclama que o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cortou 98% do orçamento destinado à moradia dos mais pobres no país. "Isso é inaceitável e é também por isso que o MTST foi às ruas em oito estados hoje."

[bn1][/bn1]

O governo federal quase zerou os recursos do orçamento para as obras de moradia voltadas a famílias de baixa renda no programa Minha Casa, Minha Vida que estão em andamento. Do R$ 1,5 bilhão previsto, sobraram R$ 27 milhões. Uma redução de mais de 98%. O corte atinge a antiga faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, com residências subsidiadas, para famílias com orçamento de até R$ 1.800 mensais.

O programa foi reorganizado pelo atual governo e chamado de "Casa Verde e Amarela". A mudança não é um simples rebatismo, pois abandona o subsídio para reduzir mensalidades das famílias pobres e focando-se no financiamento habitacional. Com isso, devem ser afetadas as obras em andamento, uma vez que não há mais contratação de novas moradias nessa faixa. Entidades que representam construtoras também criticam o corte.

[bn2][/bn2]

De acordo com os organizadores, os manifestantes são membros do movimento e estão usando máscaras e sendo orientados pela brigada de saúde do movimento, composta de profissionais de saúde voluntários, para manter o distanciamento social e usar álcool gel.

Guilherme Boulos afirma que as manifestações desta sexta são o início de um processo de retomada de luta do movimento social.

Fonte: UOL

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison denuncia Flávio Bolsonaro e pede intervenção da PF em disputa por mansão