Exército aumentou produção de cloroquina em 12 vezes em 2020

O Ministro da Defesa, General Braga Netto, entregou à CPI da Covid um ofício no qual aponta um aumento exponencial da produção de cloroquina pelo Laboratório Químico Farmacêutico do Exército.
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Segundo o documento , enviado em resposta ao requerimento 529/2021 e obtido por CartaCapital, em 2020 foram produzidos pelo laboratório militar 3.229.910 comprimidos de cloroquina 150 mg, tendo as produc¸o~es iniciadas nos meses de marc¸o (1,2 milhão ao custo de R$ 442 mil); abril (718 mil comprimidos ao custo de R$ 253,8 mil); e maio (1.2 milhão de comprimidos ao custo de R$ 445 mil). O custo médio por comprimido, portanto, é de 0,36 centavos.

Para se ter uma ideia, em março de 2017 foram produzidos 259 mil comprimidos ao custo de R$ 43 mil para atender a demanda interna de 2018 e 2019. O custo médio de cada comprimido foi de 0,16 centavos.
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Em resumo: só em 2020 foram produzidas mais de 3 milhões a mais de comprimidos de cloroquina pelo Exército do que o utilizado em dois anos. Quanto ao valor, só em 2020, ano da pandemia e que o governo federal fez da cloroquina política pública de saúde contra a Covid, foram gastos R$ 1,2 milhão pelo laboratório do Exército, um milhão a mais que o gasto para abastecer o Brasil nos anos de 2018 e 2019.
Ainda de acordo com o documento, a produção extra de cloroquina pelo Laboratório do Exército foi feita mediante a publicação da Nota Informativa 05/2020 do Ministério da Saúde, de 27 de março, que trazia os critérios de distribuição do medicamento.
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Como existe estoque do medicamento, não houve produção por parte do Exército em 2021.
Fonte: Carta Capital

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