Política

Lula hesita em participar das manifestações de rua, para não ser acusado de transformá-las em ato eleitoral

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (17), que não sabe se vai comparecer aos atos marcados para o sábado (19) contra o governo Jair Bolsonaro. De acordo com o petista, não se pode transformar o protesto em um ato eleitoral. Mais de 310 cidades brasileiras já confirmaram protestos contra o governo Jair Bolsonaro.

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"Eu ainda não sei se vou na manifestação. Tenho uma preocupação. Não quero transformar um ato político em um ato eleitoral. Não quero os meios de comunicação explorando isso como o Lula se apropriando de uma manifestação convocada pela sociedade brasileira", afirmou, de acordo com relato publicado no Twitter dele.

"Fico feliz que o povo esteja brigando pelos seus direitos. E não adianta querer igualar as manifestações. Veja a diferença entre as manifestações contra o genocida e os atos promovidos por ele. Um lado usa máscara, álcool gel, o outro lado vai sem máscara e nega a vacina", disse Lula à Tribuna do Norte (RN).

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O petista também evitou cravar sua candidatura. "Às vezes falo que eu ainda não sou candidato, e o pessoal dá risada, não acredita... kkkk Mas vai chegar o dia que vou dizer, por enquanto não sou. Porque acho que agora é hora de construir o leque de apoios que precisamos", acrescentou. "Sou o único que estou comprometido a fazer mais do que já fiz. É preciso incluir o povo pobre no orçamento deste país", continuou.

Na entrevista, Lula também criticou Bolsonaro. "Ele governa com fake news. Não se trata de polarização, se trata de um fascista no poder".

O ex-presidente disse, ainda, que não faz política "com ressentimento". "Quem tá disposto a ajudar o país, vamos juntos. Sei a diferença de aliança eleitoral e aliança pra governar. Não tem ingenuidade".

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O ex-presidente está na primeira posição em todas as pesquisas eleitorais e já vem conversando com várias lideranças políticas. Recentemente, o petista recebeu o apoio do deputado federal Rodrigo Maia (RJ), que deixou o DEM.






Fonte: Brasil 247

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